Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2021

O Assessor do departamento de Educação e Cultura do Exército Sebastião Wanderley, afirmou que o uso do tabaco é uma das maiores ignorâncias que ele conhece, pois o indivíduo queima dinheiro, polui o ambiente, engole fumaça e destrói a saúde. Diante disso, nota-se que o tabagismo no século XXI é um grande desafio, devido à banalização do mal e à irresponsabilidade dos usuários. Dessa forma, torna-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Diante desse cenário, segundo a filósofa Hannah Arendt, os seres humanos estão tão acostumados com maus hábitos que não se incomodam mais, pois já estão indiferentes aos mesmos. Sob essa ótica, percebe-se que o homem não entende o quão prejudicial é para sua saúde o nicotismo, porque isso não o afeta tanto quanto antes. Nessa perspectiva, esse obstáculo é relevante pra agravar a situação.

Ademais, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade vive em um ambiente em que as relações são líquidas. Nesse viés, os cidadãos se limitaram a pensar de maneira individual, ao invés de premeditarem todos os malefícios ao bem estar coletivo que o vício tabagista pode trazer. Dessa forma, a harmonia social será prejudicada.

Depreende-se, portanto, a necessidade de ações interventivas pra minimizar o tabagismo em todo território brasileiro. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio da contratação de assistentes sociais, incentive os usuários ao tratamento de reposição de nicotina, para o abandono dessa dependência. Paralelamente, o Governo Federal, por meio de parcerias com os órgãos municipais, crie estratégias publicitárias, com finalidade de evidenciar o quanto é ruim não só pra o consumidor, mas também para as pessoas que convivem com os compulsivos por tabaco. Assim, se consolidará uma sociedade melhor.