Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/01/2021

O tabagismo foi um um símbolo da moda, durante o século XX, porém hodiernamente é sabido os inúmeros malefícios que esse hábito produz. Destarte, complicações na saúde do usuário e de pessoas próximas, além de ser um problema de saúde pública e promover poluição ambiental. Diante disso, ratifica-se a necessidade de discussão dessa problemática.

Primordialmente, destaca-se o tabaco como um agente que provoca dependência e promove patologias, como doenças cardiorespiratórias e câncer, além disso, segundo a OMS, é a principal causa de morte evitável no mundo. E embora, sejam conhecidos seus inúmeros malefícios, o hábito fumante persiste na contemporâneidade, por ter sido enraizado durante o século passado como um símbolo de poder, transformado em tradição e em um símbolo de pertencimento, sentimento intrínseco do tecido social, proposto por Durkhein, tecido que torna mais difícil a diminuição da taxa de usuários.

Outrossim, o fumo não agride apenas a saúde de seu dependente, mas também dos que vivem ao seu redor, uma vez que acabam fumando passivamente e têm cerca de 30% a mais de chance de desenvolver câncer de pulmão, como apresentado em pesquisas da OMS. Ademais, ao se correlacionar o número de fumantes ativos e passivos afetados que recorrem ao sistema público, observa-se uma situação alarmante que pode culminar na sobrecarga da saúde pública. Não obstante, o tabaco é também prejudicial ao meio ambiente desde a sua plantação até seu consumo, pois cotamina o solo e atmosfera, segundo dados do INCA, o que reintera e salienta as suas consequências problemáticas.

Por conseguinte, visando mitigar os impactos do tabagismo no século XXI, urge que o Ministério da Saúde invista em mecanismos que viabilizem a informação, de forma mais eficaz, da população sobre os prejuízos provocados pelo  cigarro, por meio de parceria com a mídia (televisão, rádio e internet), detentora de grande abrangência, para exibição de campanhas publicitárias de alerta ao povo, podendo fazer uso de testemunhos de pessoas que perderam entes ou foram afetadas por alguma enfermidade proveniente do hábito de fumar. Dessa forma, a mídia, que teve um papel determinante na construção de uma população fumante, pode ajudar a ameninar a situação do uso e da dependência do fumo no século presente e de suas graves consequências.