Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/01/2021

Na crônica “Eu sei mas não devia", a autora Marina Colasanti demonstra que os problemas são tratados de forma banal na sociedade. Analogamente, tal premissa se faz atual sob o contexto do culto ao tabagismo no Brasil, visto que o consumo desenfreado do cigarro persiste no país. Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas a fim de solucionar esse impasse, que dentre as principais causas está a “glamourização" do fumo, que, por sua vez, influencia negativamente o sistema de saúde.

A priori, é necessário observar que o fetichismo do fumo é um dos fatores determinantes para o alto número no quadro de fumantes. Sob esse viés, nota-se que o cinema, durante os anos 40 e 50, foi responsável pela grande adesão ao consumo de cigarro entre os jovens da época. Isso porque a imagem que a indústria cinematográfica construiu era de que o tabagismo representava poder e status social. Dessa forma, os malefícios causados pela droga são refletidos nos dias atuais.

Consequentemente, o aumento de fumantes proporciona inúmeros prejuízos ao sistema de saúde do Brasil. Em consoante a isso, segundo dados reunidos pela Revista Galileu, o Estado arca com um prejuízo anual de, em média, R$14,7 bilhões. Logo, apesar de haver impostos sobre o produto, o saldo arrecadado não chega nem perto de cobrir os gastos proporcionados pelas doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Assim, a problemática deixa de ser exclusiva do usuário de cigarro e passa a ter impactos negativos na vida de qualquer outro cidadão brasileiro.

Destarte, tendo em vista o problema do tabagismo no país, mudanças se fazem necessárias. Para tanto, é dever da mídia – que desempenha uma enorme influência sobre o indivíduo – promover filmes, séries e novelas que abordem a realidade do uso do cigarro e suas consequências não só na vida do usuário mas também na de todos ao seu redor, de forma a desconstruir o culto ao tabaco e, assim, reduzir ou até extinguir o seu uso. Dessa maneira, os cidadãos brasileiros poderiam, enfim, se diferenciar do enredo supracitado, de modo a não mais corroborar com o prejuízo financeiro na área de saúde.