Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/01/2021

Na historiografia brasileira, o tabaco foi introduzido possivelmente através da migração de tribos indígenas, posteriormente, no período colonial, os portugueses tomaram conhecimento da droga quando iniciaram contato com os nativos, de modo que adotaram a produção do tabaco como atividade econômica, a qual teve grande importância na economia brasileira nesse período. No hodierno século XXI, o tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Tal dependência, representa um problema de saúde pública — a pertinência do hábito de fumar —, e inegáveis consequências — câncer de pulmão, doenças coronárias e morte.

Primordialmente, é imprescindível destacar a indústria cinematográfica como uma responsável majoritária do tabagismo vigente. Segundo uma reportagem da revista Superinteressante, documentos internos da indústria do tabaco, correspondentes aos anos 1970 e 1980, revelaram contratos comerciais com a indústria cinematográfica, para a inclusão de marcas de produtos e de cenas com o seu consumo, o que tornou os filmes uma oportunidade de transformar um produto mortal em um ideal desejável de glamour, modernidade e sucesso. Diante disso é possível afirmar que o cinema deixou seu legado na sociedade, já que o hábito do fumo perdura no século XXI.

Com efeito, é relevante abordar o processo da ação da substância viciante chamada nicotina no corpo humano: ao ser aspirada, passa rapidamente para corrente sanguínea, chega ao cérebro e causa sensação de prazer, o que facilita a perpetuação do hábito. Além disso, a fumaça, a temperatura e as demais substâncias desenvolvem doenças, ao degradar o trato respiratório, a partir da destruição dos alvéolos pulmonares e inflamação de seus cílios. Nesse viés, a pertinência do consumo do tabaco é responsável pelos alarmantes 25% das mortes relacionadas a doenças coronárias e 30% das mortes por câncer de pulmão, de acordo com o Infográfico do Sesi Farmácia.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o problema e melhorar o quadro atual. Para que seja possível redução do tabagismo e suas consequências no século XXI, urge que o Estado Brasileiro honre seu compromisso com a Agenda 2030, a qual prevê redução em um terço o número de morte prematuras causadas por doenças cardíacas e pulmonares, por meio de massiva propaganda televisiva em horários nobres, com alertas das consequências atreladas ao fumo, dados estatísticos e orientações do que fazer para deixar o hábito. Além disso, capacitar as Unidades Básicas de Saúde, por meio de treinamentos de pessoal, para receber, orientar e tratar fumantes. Nessa conjuntura, mitigar as consequências do hodierno tabagismo.