Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/01/2021
A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos brasileiros o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, a persistência do tabagismo na sociedade brasileira impossibilita que grande parte da população desfrute de direitos prática na prática. Nessa perspectiva, a ineficácia governamental e o crescente estimulo ao consumo do tabaco por parte da mídia são fatores que corroboram esse cenário antagônico.
A priori, é válido destacar uma ineficiência estatal como causa da questão. De acordo com Aristóteles, no livro “Ética à Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade aos cidadãos. Porém, é notório que o conceito do autor se encontra deturpado no país, já que o governo não toma medidas para conter o consumo do tabaco, como aumentar os impostos sobre produtos fulmígenos, o que, por fim, ocasiona nas altas taxas de pessoas bloqueadas no país, 10% da população brasileira segundo a OMS. Sendo assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o estímulo cada vez maior do consumo do tabaco mostra-se relevante ante à resolução do imbróglio. Segundo o filósofo Karl Marx, para se estimular o consumo criou-se o fetiche sobre a mercadoria, ou seja, constrói-se a ilusão de que a felicidade só seria alcançada a partir da compra do produto. Nesse sentido, a exibição de pessoas fumando durante as programações de TV, principalmente no horário nobre da televisão brasileira, impacta diretamente no público que assemelha o uso do cigarro como emoções que os artistas transmitem durante filmes e telenovelas.