Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/01/2021
Segundo o filosófo John Stuart Mill, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano. Nesse contexto, entretanto, é possível afirmar que com a constante prática do tabagismo na contemporaneidade, as pessoas estão perdendo o controle de sua própria saúde, já que o consumo de cigarros acarreta diversas complicações para o corpo individual e coletivo. Assim, a constante romantização do uso de tabaco e a presença do excesso de compostos químicos em sua composição configuram problemáticas alarmantes na sociedade atual.
A princípio, é importante salientar que no Brasil, apesar da existência de campanhas de conscientização sobre os riscos, o tabagismo ainda se ratifica como um problema na sociedade. Dessa forma, desde o século XX, o uso dessa droga ilícita é influenciado pela mídia mediante propagandas, filmes, artistas e até mesmo desenhos animados, que romantizam o esteriótipo do ato de fumar ser elegante e sociavelmente indispensável. No entanto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco afeta não só a saúde física de um indivíduo, mas todo seu estado de bem-estar social e psicológico.
Além disso, é essencial destacar que de acordo com um levantamento do Instituto Butantan, os hidrocarbonetos presentes na fumaça do cigarro aumentam em 30% a chance de fumantes ativos e passivos desenvolverem câncer de pulmão e outras doenças relacionadas. Logo, é imprescindível considerar que o tabagismo ameaça todo o corpo social, pois estimula o aumento de enfermidades, gera a poluição do ar e afeta a produtividade econômica do país em razão do vício exacerbado. Dessa maneira, é cabível citar o pensamento do físico Isaac Newton, que toda ação gera uma reação.
Portanto, para que o problema seja diminuído no século XXI, faz-se necessário que o Ministério da Saúde fortaleça campanhas de conscientização sobre os riscos do tabagismo por meio de palestras em escolas e por veículos de comunicação, apontando os principais impactos que a droga gera para a cidadania . Ainda, em parceria com orgãos midiáticos, devem ser desenvolvidas propagandas e ficções que não associem o tabaco a comportamentos legais, sempre ressaltando os males dessa substância. Em suma, com responsabilidade e sensibilidade, o desenvolvimento saudável e duradouro poderá ser alcançado no Brasil.