Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/01/2021
Em 1955, a indústria tabagista lançava a sua principal campanha com o objetivo de incentivar o consumo de cigarro: o “cowboy” da Marlboro. Dessa forma, o hábito de fumar, fomentado desde o século passado, representa grave problema de saúde pública, com efeitos nocivos a toda sociedade. Isso ocorre, sobretudo, pela influência midiática, o que gera sérias consequências à saúde dos indivíduos.
Convém ressaltar, a princípio, que o forte discurso midiático influencia essa problemática. A esse respeito, Theodor Adorno desenvolveu o conceito de “Indústria Cultural”, segundo o qual a mídia veicula conteúdos de forma constante e persuasiva, a fim de orientar o comportamento da sociedade. Nesse viés, a cultura do fumo é motivada pelo constante discurso midiático denunciado por Adorno, por campanhas como a da Marlboro, que relacionam o fumo - de forma imprópria e enganosa - a status social e remetem ao uso do cigarro a sensação de liberdade e autoconfiança, visando somente lucratividade. Dessa forma, enquanto a mídia impor o fumo como ato de prestígio, o corpo social sofrerá com os impactos dessa prática.
Outrossim, torna-se imperativo ressaltar os efeitos negativos do tabagismo. Nesse sentido, o escritor Mark Twain afirmou “parar de fumar é fácil, eu já parei mil vezes”. A frase do escritor ilustra, de forma irônica, o quanto abandonar essa prática prejudicial é difícil, pois o prazer momentâneo do cigarro dá lugar ao vício e a diversas doenças respiratórias, cardiovasculares, e, como efeito dessa dependência, o cancêr de pulmão se tornou o mais comum em todo o mundo, de acordo com o Inca - Instituto Nacional do Câncer. No entanto, a população fumante desconhece, ou ignora, os efeitos dessas substâncias tóxicas para o organismo humano. Logo, é incoerente que, mesmo com todos esses fatos, a cultura do fumo permaneça tão viva.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para mitigar a prática do tabagismo na pátria-canarinho. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve, com urgência, intensificar campanhas contra o fumo, por meio das mídias televisivas e sociais, que informem dados e estatísticas sobre as doenças causadas pelo uso do cigarro, a fim de reverter o conceito de Indústria Cultural a favor do bem e da saúde. Ademais, os indivíduos, no exercício do seu senso crítico, devem problematizar o tabagismo nas redes sociais, por intermédio de publicações e debates online, que incentivem o abandono desse vício, com o fito de que, a cada dia, mais pessoas sejam libertas desse mal. Assim, gradativamente, a sociedade poderá ir de encontro a essa celeuma.