Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/01/2021

Como um grande expoente do romantismo brasileiro, Álvares de Azevedo produziu “Noite na Taverna”, obra em que o eu lírico possuí um vício em tabaco. Hodiernamente, milhões de brasileiros sofrem deste problema, agravado pela negligência estatal, e fonte de diversas consequências ao indivíduo.

Em príncipio, deve-se ressaltar a ausência de ações governamentais contra a ascensão do tabagismo. Embora existam leis federais contra o uso em lugares públicos - Lei 13.541 - é nítido que a população precisa de mais medidas.  Segundo uma das teorias de John Locke, a sociedade e o Estado possuem um “contrato social”, onde cabe ao Estado garantir, entre outros direitos, a saúde dos indivíduos. Contudo é de extrema facilidade reconhecer que o Estado atual não esta desempenhando suas funções neste “contrato”, uma vez que a saúde para a sociedade não está sendo garatinda.

Ademais, o uso excessivo do cigarro, ou outro expoente do tabagismo, acarreta em extremas complicações de saúde, como doenças respiratórias, ou cardíacas. Diante de tais problemas, cabe ao estado disponibilizar uma solução para estas doenças, por meio de tratamentos. Entretanto, a cada ano que se passa, a verba destinada a estes apenas cresce - 21 bilhões foram gastos em tratamentos para doenças pulmonares, causadas pelas substâncias do cigarro, em 2018, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - se tornando a cada ano, uma questão pior.    Portanto, é de suma importância a resolução dos problemas. Desse modo, cabe ao governo federal, em parceria com o ministério da comunicação, alertar a população sobre os malefícios do tabagismo, por meio de propagandas em horário nobre, e físicas nas ruas. Dessa forma, diminuindo os índices de fumantes, e consequentemente gerando um avanço na saúde pública, sendo assim, um dever cumprido no “contrato social” de John Locke.