Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/01/2021

No limiar do século XVII, o rei inglês James I abordou uma dura crítica ao vício do tabaco, o qual salientou: “fumar é um costume repulsivo para os olhos, daninho para o cérebro, perigoso para os pulmões”. Embora suas palavras fossem um alerta de seus malefícios, ele foi ignorado por aquela sociedade e, também, pelos séculos posteriores, que eram guiados pela hegemonia da posição social. Diante desse cenário, no Brasil contemporâneo, é notório que o tabagismo perdeu seu significado de ascensão, no entanto, o problema ainda é enfrentado, sobretudo pela população pobre, aliado ao déficit de conhecimento.

Observa-se, em primeira instância, que os meios de comunicação disseminam um padrão de comportamento que idealiza a utilização das formas de acesso ao tabaco como requisito fundamental para a inclusão do sujeito, principalmente o jovem, conectados às redes sociais, na qual ficam à mercê das situações romantizadas ao uso do narguilés e vapes. Favorecendo assim, a venda em escala dessas empresas que patrocinam esse tipo de mídia que ignoram as ameaças à saúde do consumidor carente de informações sobre os malefícios que o tabaco, que pode gerar doenças como o câncer e a dependência química.

Deve-se abordar, ainda, que segundo o cineasta americano, Woody Allen, “A vocação de um político de carreira é fazer de cada solução um problema”. Nessa linha de raciocínio, os representantes políticos, sem perspectiva moral, utilizam o Estado como ferramenta de manutenção de interesses privados ao canalizarem seus esforços para medidas de alta visibilidade e maior retorno eleitoral. Nesse sentido, ocasionando a ausência de medidas governamentais para evitar o crescimento do tabagismo, uma vez que não fornecem infraestrutura de fiscalização para manter uma venda segura das novas formas de acesso ao tabaco que têm potencial de ferir a saúde do consumidor.

Evidencia-se. portanto, que cabe ao Ministério da Saúde, alertar sobre as sequelas médicas que o uso do tabaco pode ocasionar, por meio de propagandas informativas enfatizadas a atenção às diferenças entre um pulmão saudável e o mesmo órgão tabagista, sendo reproduzidos nos horários de mais audiência televisiva ou em redes sociais onde o jovem é mais presente. com intuito de diminuir drasticamente o índice de tabagistas. A fim de, assim, a sociedade brasileira poderá presenciar um efeito adverso daquele obtido pelas propagandas de cigarro do século passado.