Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/03/2021

O Brasil na década de 50 foi bombardeado de incentivos cinematográficos para o uso do tabaco, atores e atrizes influentes eram mostrados pela mídia fumando e a populção seguia o exemplo. De conformidade com o histórico passado, ainda há requícios dessa influência na sociedade atual, mesmo que de forma reduzida. Por certo, muitos brasileiros ainda utilizam o tabaco no dia-a-dia, que então, ocasiona problemas de saúde pública e uma consequente diminuição da expectativa de vida nos usuários de tais substâncias. Por isso, faz-se necessária uma abordagem maior a respeito.

Em primeira análise, o tabaco é um produto processado a partir de plantas cujo nome científico é nicotina e por vez, libera uma substância também com esse nome. Seja pelos efeitos de bem-estar causados pela nicotina, seja pelo esteriótipo de poder e glamour causado pelo uso do cigarro, muitos indivíduos consomem-o, até de forma exarcebada. Entretanto, o tabaco possui diversas substâncias tóxicas e que causam um problema de saúde pública, não só àqueles que usam diretamente o fumo, mas também àqueles que fumam de forma passiva. Dentre os problemas de saúde pública mais comuns, pode-se citar o câncer de boca, câncer de pulmão e doenças cardiovasculares no geral, além das diversas outras doenças alertadas na parte de trás das embalagens. Cabe lembrar que, desde 2002, por lei, as embalagens de cigarro advertem os riscos do consumo no verso.

Em segunda análise, a exposição dos efeitos químicos, psicológicos e emocionais nas embalagens do tabaco não são suficientes por si só. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é responsável pela maior taxa de morte evitável em todo o mundo e somente 37% dos óbtos por doenças crônicas não são relacionadas aos efeitos do tabaco. De maneira idêntica, uma vez que o fumo é capaz de levar os indivíduos ao óbito, ele consequentemente diminui a expectativa de vida daqueles que utilizam-o. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Tal situação tem provocado uma falta de consciência nos indivíduos ao que tange os problemas e consequências à saúde, já que, na teoria, é responsabilidade do estado garantir a saúde. Porém, o tabaco tem consequências irreversíveis e a população, muitas vezes, negligencia esse fato para não assumir a responsabilidade de cuidar da saúde.

Tendo em vista as poblemáticas debatidas, o Ministério da Saúde deve ampliar a conscientização anti tabagismo, por meio de exemplos reais das consequências do tabaco em reportagens e mídias, mostrando números de óbitos por mês e transmitindo mídias das situações de algumas pessoas em situação grave por causa do tabaco. Assim, a população iria ter uma maior noção da gravidade e não transferir toda a responsabilidade da saúde para o Estado, diminuindo então o consumo do tabaco.