Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 28/02/2021
De fato, o uso do tabaco no século XXI ainda é muito recorrente. De acordo com o Ministério da Saúde, o cigarro possui cerca de 4700 substâncias tóxicas em sua composição, número exorbitante que revela um grande potencial de risco à saúde de seu usuário. Entretanto, é preciso tratar sobre a romantização do consumo do entorpecente, além de tratar sobre o despreparo para com os dependentes químicos. Logo, medidas interventivas são necessárias para mitigar essa problemática.
Primeiramente, torna-se necessário discutir sobre a romantização do consumo do cigarro. É possível ver essa romantização em diversos filmes e séries, como na série da Netflix intitulada de “Peaky Blinders”, em que na maioria das cenas os personagens principais estão a usar o tabaco, sempre com uma aparência descolada e estilosa. Esse tipo de glamourização é perigoso, pois pode resultar em uma influência para os mais jovens, que enxergam o seu uso como algo elegante. Portanto, é preciso um cuidado em relação as séries e filmes, para que elas não promovam o seu consumo.
Outrossim, há de se falar sobre a falta de infraestrutura necessária para reabilitar o dependente químico. Baseado em dados publicados pela OMS, o Brasil oferece o equivalente a 0,34% dos leitos necessários para viciados, um valor ínfimo. Além disso, a Constituição garante, no artigo 5°, que todos os cidadãos têm direito a saúde. Então, é papel do Estado garantir uma infraestrutura adequada para aqueles que quiserem buscar a reabilitação.
Depreende-se, portanto, que são necessárias algumas ações para que o combate ao tabagismo no século XXI seja realizado de forma mais eficiente. Em suma, é papel da mídia conscientizar o seu público, por meio de avisos e propagandas durante sua programação, com o intuito de diminuir o número de novos usuários. Ademais, é função do governo garantir infraestrutura na área da saúde, através da construção de novas clínicas de reabilitação, com a finalidade de reabilitar um maior número de dependentes. Assim, a luta contra o uso do tabaco poderá ser mais eficiente, e trará mais qualidade de vida para os cidadãos.