Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/03/2021
O filósofo francês Gilles Deleuze nos introduz o conceito de ‘‘administração dos desejos’’, de acordo com ele o sistema capitalista - em conjunto com a mídia, mais do que reprimir ou negar nossos desejos os constrói. Apesar de estarmos no século XXI o tabagismo continua sendo um inconveniente, costume cultivado desde os primórdios da sociedade, devido a seu consumo liberado e fácil torna-se comum ver até mesmo adolescentes fumando e desenvolvendo a dependência logo cedo. Por conseguinte, fica claro a necessidade de reverter tal cenário analisando os problemas e as consequências que o tabagismo traz para as sociedades/comunidades.
Primordialmente, é importante destacar as causas do indivíduo começar a fumar, são elas diversas, porém algumas são mais recorrentes, como a vontade de experimentar, de sentir a euforia e o prazer provocado, e também o fato de ter algum exemplo no ciclo social torna aquele ato mais natural. Além disso, durante muito tempo o ato de fumar era visto como algo de prestígio, um exemplo disso é a série ‘‘Coisa mais linda’’ que retrata a década de 50 e 60 e explora a imagem social do tabaco, influenciando os indivíduos fora da ficção. Portanto, diante da vontade de se encaixar em algum grupo social, por se inspirar em alguém, pela apologia feita pela mídia ou pela vontade de fugir da realidade as pessoas iniciam essa prática extremamente viciosa e prejudicial.
Ademais, vale destacar as consequências que esse hábito acarreta, quando por alguma razão surge o desejo de abandonar o hábito vem a abstinência e todos os fatores ruins atrelado a ela como estresse e fome excessiva, caso a pessoa não tenha apoio se inclina a voltar para o problema. Ainda mais, as enfermidades geradas são inegáveis, mais chances de desenvolver câncer - principalmente de pulmão, doenças coronarianas, hipertensão, disfunção erétil entre outros. Não só causa riscos a si mesmo, mas também a terceiros, os chamados ‘‘fumantes passivos’’, que inalam a fumaça composta de mais de 4.000 substâncias colocando sua saúde em alerta, diante da convivência com um tabagista.
Diante do supracitado, com a finalidade de diminuir a porcentagem de fumantes, urge que o Ministério da Saúde, que é um dos importantes agentes conscientizadores da sociedade, em conjunto com a mídia, promovam campanhas elucidando os riscos do fumo, desde os referentes a saúde até aos psicológicos e as relações familiares. Decerto, deve também indicar formas de abandonar a prática, como o uso de adesivos de nicotina e grupos de apoio. Com a adoção dessas medidas será possível tornar a sociedade mais saudável e livre desses vícios.