Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/03/2021
A questão do tabagismo no século XXI deve ser vista como um reflexo das atitudes da sociedade do século passado, na qual era comum incentivar o uso do cigarro e este era considerado um comportamento de elite. Entretanto, com o avanço das pesquisas e da medicina, atualmente sabe-se sobre os vários tipos de doenças relacionadas ao fumo e do quão prejudicial essa hábito é. Dessa forma, pode-se dizer que o grande número de fumantes da população hodierna é composto, em sua maioria, por pessoas de gerações anteriores e que agora encontram-se viciadas.
Em primeira análise, é importante destacar dois principais problemas relacionados ao tabaco: o afetamento daqueles que se enquadram como fumantes passivos e o vício resultante do incentivo ao uso de cigarros nas gerações anteriores. Segundo informações publicadas no blog.sesifarmacia.com.br, os fumantes passivos têm a chance de desenvolver câncer de pulmão aumentada em 30%, devido às quase 5 mil substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro. Além disso, há o fato que a nicotina, presente no cigarro, gera um vício maior do que a cocaína e a heroína, justificando a imensa dificuldade em tirar o tabaco do dia a dia, principalmente daqueles que viveram uma juventude marcada por propagandas de incentivo ao fumo, bem como a elitização do ato. Sendo assim, é preciso conscientizar a juventude atual quanto à todos os malefícios do tabagismo para que o hábito não se perpetue.
Em segunda análise, evidenciam-se as consequências, principalmente na economia. De acordo com a Revista Galileu, a arrecadação tributária com a venda de cigarros não corresponde à 1/3 dos gastos com as doenças desenvolvidas pelo uso destes, gerando apenas prejuízos aos cofres públicos. Além do mais, pode-se observar que as mortes chegam a aproximadamente 5 milhões por ano, aumentando drasticamente a taxa de mortalidade e ainda reduz a taxa de natalidade, uma vez que mulheres fumantes reduzem em 18% a fertilidade e, quando há a fecundação, a gravidez é de risco, consequência das inúmeras toxinas presentes no tabaco. Logo, observa-se que, não somente uma questão de saúde pública, o tabagismo é responsável por afetar a economia, os índices de desenvolvimento e até mesmo aqueles que não fazem o uso direto do cigarro.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde proibir a venda de cigarros e conscientizar quanto aos prejuízos causados pelos mesmos, por meio de palestras em escolas com os jovens e projetos nas ruas que incentivem os fumantes a abandonarem tal hábito, a fim de reduzir gradativamente o número de usuários do fumo. Sendo assim, será possível melhorar as taxas de mortalidade e natalidade, bem como reduzir os gastos públicos com doenças respiratórias e melhorar, também, a qualidade de vida daqueles que são afetados pelo mau hábito de uma parcela da população.