Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/03/2021
De fato, o tabagismo é um fator desafiador no século XXI. Na série Peaky Blinders, o personagem Thomas Shelby, interpretado pelo ator Cillian Murphy, fumou cerca de três mil cigarros até o final da segunda temporada. Contudo, contando com o número de vezes que o ator fumou nos bastidores, foram cerca de seis mil cigarros. Fora da história fictícia, no país, essa prática ainda é muito frequente. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere a questão do vício e da saúde.
Em primeira análise, deve-se ressaltar o fato do princípio ativo dos cigarros ser a nicotina, droga essa que causa dependência no indivíduo, fazendo com que ele passe a fumar cada vez mais. Devido a capacidade de gerar uma sensação de relaxamento ao fumante, o cigarro se torna a alternativa mais imediata para escapar de emoções desagradáveis, contribuindo assim para a formação de um ciclo vicioso.
Em segunda análise, o tabagismo é considerado um problema de saúde pública devido aos enormes transtornos gerados ao fumante e àqueles ao seu redor. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabaco fumado em qualquer uma de suas formas causa a maior parte de todos os cânceres de pulmão e contribui de forma significativa para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos mortais. Como exemplo disso temos o filme Marlboro, onde cinco atores que interpretavam o Cowboy morreram de doenças pulmonares desenvolvidas pelo uso do tabaco.
É necessário, portanto, que medidas sejam implementadas para escassear esses conflitos. O governo deve aumentar os investimentos em meios de comunicação que visem a conscientização da população quanto as consequências do tabagismo, através de propagandas de televisão, posts nas redes sociais, etc. Deve, também, efetivar a Lei Antifumo (nº 12.546/2011) a fim de proteger a população do fumo passivo e promover uma melhora na qualidade do ar.