Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/02/2021

Desde 1970 - período em que, comprovadamente, acordos estabelecidos entre a indústria tabagista e a cinematográfica transformavam o cigarro em um sinônimo de glamour e modernidade-, inúmeras medidas foram adotadas com o intuito de reduzir o consumo da substância. Entretanto, os problemas e consequências do entorpecente permanecem preeminentes no século XXI. Nesse âmbito, destacam-se: os danos irreversíveis à saúde do usuário além de decorrências na esfera socioeconômica. Logo, urge o acendimento de holofotes à causa.

Em primeira análise, destacam-se as nocivas lesões provocadas pelo tabagismo à saúde do dependente. Segundo o médico Drauzio Varella, os fumantes podem desenvolver quadros acentuados de doenças respiratórias e cardiovasculares, como também cancêr e efisemas, em decorrência dos efeitos do narcótico no organismo. Isso posto, constata-se a deterioração da qualidade de vida dos indivíduos que sofrem com o vício, parcela correspondente à aproximadamente 10% dos brasileiros -conforme o Instituto Nacional do Cancêr (INCA). Desse modo, mostra-se fundamental o maior direcionamento de recursos governamentais aos tratamentos previstos pelo Sistema Único de Saúde.

Outrossim, vale salientar a repercussão negativa do uso do cigarro no contexto socieconômico. Consoante dados da Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, os gastos com despesas médicas e em perda de produtividade custam trilhões de dólares à economia mundial, ademais verificam-se impactos ambientais provenientes da produção do tabaco, como o desmatamento, e do consumo, como a poluíção do ar - de acordo com o INCA. Assim, nota-se que o vício não prejudica apenas o usuário, mas toda a sociedade. Destarte, a mobilização da comunidade figura-se como ponto nevrálgico para coibir os problemas resultantes do uso da subtância.

Infere-se, portanto, a complexidade dos problemas e consequências sobre o tabagismo no séculoXXI. Depreende-se, então, a imprescindibilidade de minimizar o vício do cigarro, para isso cabe ao Poder Público, por intermédio da definição de uma agenda econômica, ampliar os investimento sobre os tratamentos definidos e disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde - uma vez que, o acompanhamento profissional propicia a recuperação do dependente -, com o objetivo de assegurar aos necessitados uma melhor qualidade de vida. Concomitantemente, a sociedade civil organizada, especialmente os núcleos familiares e escolares, deve conscientizar as crianças e adolescentes  a cerca da nocividade do uso do cigarro para toda a coletividade, a fim de promover mudanças atitudinais. Após a adoção do proposto, poder-se-á atenuar o consumo e as implicações do tabaco no cotidiano.