Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/03/2021

É fato que o tabagismo é um distúrbio frequente perante a sociedade brasileira atual. Nesse contexto, faz-se necessária uma discussão acerca dos problemas que persistem, seja pelo grande número de doenças causadas e o custo que trazem para a economia do país, seja pelo aumento das tendências de pobreza, ligadas a incapacitação que essa dependência costuma gerar. Dessa forma, medidas devem ser tomadas com o intuito de atenuar as mazelas existentes.

A princípio, constata-se que o tabaco é uma substância que, quando usada de forma exacerbada, gera diversos problemas, sejam eles físicos ou mentais. Em análise, segundo ao estudo realizado pela pesquisadora Márcia Pinto, o custo atribuível ao tabagismo foi estimado em 21 bilhões de reais por ano para o sistema de saúde. Nesse sentido, é visto que as mais de 50 enfermidades relacionadas ao tabagismo, sendo elas câncer de pulmão, laringe e dentre outras, de acordo com o Ministério da Saúde, acarretam um enorme peso na economia do país. Isso ocorre devido aos gastos com equipamentos, atendimentos e tratamentos médicos utilizados por pacientes que, frequentemente, retornam aos hospitais e clínicas. Por essa lógica, é necessária uma melhoria neste grande desafio da saúde pública.

Ademais, conforme estudos do Ministério da Saúde em 2009, as despesas referentes ao tabagismo seriam responsáveis por perdas de US$ 500 bilhões ao ano devido à redução da produtividade. Isso demonstra que em razão às doenças incapacitantes e até mesmo a problemas sociais como a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, confirmada pela pesquisa realizada pelo Jornal da Associação Americana de Medicina, existe um aumento no número de desempregados e na perpetuação dos padrões de pobreza no Brasil. Tudo isso, torna-se um empecilho na cura desse tipo de dependência, como também, atua negativamente na economia, provocando os enormes danos.

Portanto, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, promover campanhas que vão contra o hábito de fumar, através da apresentação de palestras ministradas por profissionais da área médica em escolas e faculdades, bem como a distribuição de panfletos e anúncios em mídias sociais, com o intuito de diminuir o número de fumantes pelo país. Além disso, compete também ao Estado, a criação de projetos que visem a reabilitação e a reinserção de dependentes químicos na sociedade, mediante a inserção destas pessoas em clínicas especializadas. Assim, será possível amenizar os efeitos do tabagismo no Brasil.