Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/03/2021
Desde a chegada do homem branco à América, o tabaco já era utilizado pelos índios em seus rituais religiosos e nas suas confraternizações. No entanto, ao longo da consolidação da cultura brasileira, o ato de fumar tornou-se estrutural e sinônimo de elegância. Dessa forma, com a banalização do tabaco e as influências externas que confiram-no tal status de prestígio, houve um grande prejuízo em massa na saúde da população brasileira.
Neste cenário, segundo o conceito de “banalidade do mal”, da teórica alemã Hannah Arendt, um mal inserido no cotidiano se transforma em uma coisa banal. Nesse eixo, pelo fato de ser um hábito antigo, o fumo é na atualidade um vício subestimado. Posto isto, distúrbios decorrentes do tabagismo permanecem enraizados. É incomum, por grande parte da população, taxar a depedência do cigarro como algo absurdo, as pessoas acabaram estruturalmente habituadas à realidade, ainda que atualmente saibam dos riscos do produto à saúde humana.
Outrossim, durante o século XX, houve grande popularização do tabaco em consequência da forte influência midiática, seja pelos filmes hollywoodianos ou por propagadas como a do cowboy da Marlboro. Por muito tempo, o cigarro esteve associado a status e autoconfiança. As antigas publicidades de televisão e cinema “vendiam” a mercadoria como se fosse um acessório que conferia poder para quem o portasse, sem sequer alertar sobre os riscos de seu consumo. Os telespectadores por sua vez, sedentos de tal extâse, faziam uso do tabaco cada vez mais, gerando atualmente uma estimativa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1,2 bilhões de fumantes no mundo, e mortalidade de cerca de 7 milhões por ano.
Em vista dos fatos apresentados, é imprescindível a ação do Ministério das Comunicações para proibir, por meio de projetos de lei, a exibição do cigarro nos meios de comunicação, a fim de desacostumar o público do convívio com a droga e portanto, desbanalizá-la. É necessário lembrar as pessoas das consequências do uso, uma vez que muitas tem a consciência inibida por tal mediocrização. Os efeitos para o corpo juntamente com a má qualidade de vida trazida pelo tabagismo deve ser disseminada de forma chocante para que se diminuam cada vez mais o número de fumantes no país.