Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/03/2021

Na contemporaneidade, o tabagismo se tornou um tópico de discussão fervorosa entre a sociedade principalmente no âmbito da saúde. Na obra “Days Gone By”, disponibilizada em uma plataforma digital pela escritora Isabela Queiroz, seu personagem principal é um tabagista que usa da prática para acelerar sua morte. Atualmente, pesquisas já comprovaram que os danos provocados pelo cigarro são excessivos tanto na questão da saúde quanto na da economia, apesar disso, o número de fumantes ainda é alto no mundo todo, assim como no Brasil. Tendo isso em vista,o Estado deve tomar medidas mais rígidas contra esse problema para remediar os diversos prejuízos que causa.

É certo que o cigarro nem sempre foi mal visto pela sociedade do modo como é hoje. Nessa linha de raciocínio, discursa o professor do colégio Kennedy, Douglas Felix, ele enfatiza a mudança da perspectiva do cidadão em relação ao cigarro. Sabe-se que, até meados do século XXI, fumar era um hábito até mesmo romantizado, as propagandas eram espetaculares e o hábito era visto como algo descolado e jovial. Todavia, a opinião médica  mudou e as pesquisas apontaram que além de afetar negativamente a saudade do indivíduo fumante, o tabaco não cobre nem mesmo metade de toda a despesa que futuramente gera. Em suma, o valor social da sociedade em geral foi alterado, com a contribuição de ações do governo que trouxeram o cigarro para o “lado malvado” da história.

Apesar de que a mentalidade das gerações mais jovens em relação ao cigarro mudou, o problema continua muito recorrente nos dias de hoje. Isso pode ser notado ao ver a falta de investimento e visibilidade em instituições que oferecem ajuda aos fumantes. À medida que os indivíduos tabagistas não tem noção do quão prejudicial a prática pode ser e não a abandonam, maiores são os problemas. Como por exemplo:é comprovado que fumar aumenta o risco do desenvolvimento de câncer, diminui a taxa de fertilidade e aumenta a  probabilidade do bebê nascer mal formado ademais, morrem 6 milhões de pessoas a cada ano, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz em por conta das toxinas da fumaça. Como consequência,percebe-se, além da influência e repercussão nos mais jovens e desinformados,um gasto de mais de 20 bilhões na saúde para complicações trazidas pelo costume do fumo.

A partir dessa análise, deve-se, portanto, ter em vista que, o governo precisa barrar a venda do tabaco para os cidadãos por meio da aplicação de impostos mais severos e leis rígidas que até mesmo podem proibir a venda. Também é importante que o Ministério da Saúde, pela ação de campanhas conscientizadoras, seja capaz de educar e moldar a mentalidade das pessoas a respeito do hábito de fumar. Isso tudo a fim de reduzir cada vez mais a taxa de fumantes, uma vez que os prejuízos custam caro ao Estado e também à vida do indivíduo tabagista.