Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/03/2021

Uso medicinal, consumido como hábito popular nos anos 40, o mais comum cancerígeno e viciante, todas essas características são ligadas ao tabaco, principal produto presente nos cigarros. O tabaco é originário dos Andes bolivianos, onde era consumido pelos indígenas nativos, e foi levado ao Brasil por meio da migração desses povos. Quando os portugueses aqui chegaram, o levaram para Europa, com princípios medicinais, todavia, logo se originou o hábito do tabagismo, o qual, atualmente, acarreta problemas na saúde pública do Brasil.

Primeiramente, vamos entender como esse hábito do século XV ainda se perpetua no século XXI. No ano de 1940 até meados de 1970, o cigarro era um uso popular, considerado até mesmo respeitoso, e isso se deve muito à influência da mídia e cinema. As propagandas exaltando o tabagismo eram tão comuns quanto as que exaltam o álcool, e correlações da droga nos filmes com personagens fortes e com o sexo, ou senxualidade, fizeram o ato de fumar algo benevolente. Obviamente, com o passar das gerações e proibição das propagandas e locais de fumo, o ato se restringe às pessoas mais velhas que, como dependentes químicos, consomem o cigarro dando lucro aos produtores e às empresas desse produto. Mais uma vez, a economia visa o lucro acima da saúde populacional e ambiental.

Seguidamente, é importante citar os problemas à saúde e ao meio ambiente, que o tabaco pode causar. O ato de fumar com frequência, já é por si só considerado uma doença, todavia, há muitos outros prejuízos correlacionados com esse hábito, como variados tipos de câncer, doenças cardiovasculares e correlações com impotência sexual e infertilidade. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, INCA, o cigarro é a causa de 12,6% das mortes anuais no Brasil. Infelizmente, a natureza também sofre com esse vício, pois, de acordo com o INCA, o tabaco, desde sua produção em lavoura até sua queima para uso prazeroso, implica nas condições da água, do solo e do ar.

Em suma, o fumo causa muitos problemas à saúde do nosso país, e necessita de soluções práticas. O financiamento de Grupos de Tabagismo de Unidade de Saúde Básica, que seriam extensões do atendimento da saúde pública, feito pelo Estado e doações sociais, além da conscientização, por meio de palestras educativas feitas por profissionais, em escolas, locais públicos e mídia, no geral, podem contribuir para diminuir a taxa de fumantes no Brasil. Já o aumento das taxas sobre a comercialização e produção do cigarro, aplicadas pelo Governo, principalmente nas exportações e nas lavouras produtoras do tabaco, assim como maior cobrança e rigidez sobre as leis contra o fumo em locais privados e produção clandestina, ajudariam a parar ou diminuir o lucro encimado nesse vício. Dessa forma, poderemos garantir um país com menos dependentes químicos e suas consequências.