Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/06/2021

Desde o período da Antiguidade, eram utilizadas plantas com efeitos alucinógenos para tratamentos medicinais, devido a sua ação farmacológica e terapêutica. Além disso, no Brasil, o cultivo do “fumo” foi uma das principais atividades agrícolas da economia colonial. Isto posto, torna-se perceptível que o consumo do tabaco está arraigado na cultura brasileira. Nesse sentido, é preciso encontrar meios de combater o tabagismo, que, apesar de ser um sério problema de saúde pública, é extremamente banalizado.

Em primeiro lugar, é imprescindível analisar que, no século XXI, há uma extrema romantização do consumo de tabaco. Isto fica evidente por meio de diversas séries e filmes, como em “Emily em Paris”, que a maior parte dos colegas de trabalho parisienses de Emily faz uso de cigarro em seu cotidiano, de forma banal. Dessa forma, percebe-se que há um sutil incentivo ao uso de tabaco, por parte da mídia, que retrata um grave problema como se fosse um ato corriqueiro ou até mesmo admirável. Além disso, realça os efeitos “positivos” - a curto prazo - que a nicotina proporciona, como o aumento da dopamina, hormônio que causa sensação de prazer.

Concomitantemente, é de suma importância ressaltar que o tabagismo é um problema de saúde pública, logo, deve ser tratado com seriedade. Fato que comprova isto, é que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 428 pessoas morrem por dia, somente no Brasil, devido à dependência à nicotina. Em vista disso, é notável que o consumo do tabaco é fator de risco para o desenvolvimento de inúmeras doenças, como: câncer de boca, de esôfago, de pulmão, problemas cardiovasculares e derrame cerebral. Por conseguinte, torna-se evidente a deficiência de tratamento especializado para dependentes da droga, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que evitaria centenas de mortes diariamente.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação ajam em conjunto para atenuar este problema. Desta forma, deve-se promover palestras e debates nas escolas, alertando os adolescentes sobre os riscos e os problemas de saúde que podem ser desenvolvidos devido ao consumo do tabaco. Além disso, o Ministro da Saúde deve instaurar atendimento psicológico especializado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para que os dependentes tenham acesso gratuito a tratamentos de qualidade. Para que, assim, o tabagismo seja reduzido ou até mesmo erradicado na sociedade.