Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/03/2021

O tabaco nas camadas de base da sociedade brasileira

Embora o tabaco tenha se popularizado como identidade libertária, é conhecida, hodiernamente, sua limitação no quesito de saúde, em virtude dos riscos mortíferos que o compõe e da falta de acesso - bem como interpretação - aos estudos científicos por parte da população. Essa escassez de informatividade, que atinge classes pobres fazendo-os o maior alvo do cigarro hoje, pode ser significativamente minimizada, desde que acompanhada do maior investimento em educação, junto ao aumento do custo do produto para a reduzir a acessibilidade. Em primeira análise, a forte industrialização, juntamente à publicidade intensa em torno do cigarro, foi a principal responsável pela acessibilidade de preços e popularização do produto. Nessa perspectiva, ao passo que filósofos e sociólogos da Escola de Frankfurt propuseram a cultura de massas, ideia de que a indústria capitalista transforme cultura em produto, o tabaco pode ser relacionada a ela. A venda do cigarro era impulsionada pelo ideal de liberdade, e a partir dela constituíram-se as propagandas tendenciosas a influenciar adição em nicotina. Desse modo, com a concepção instituída do fumo como diversão e do prazer, em conjunto da sensação social e à facilidade econômica em sua obtenção, o tabaco adquire o caráter popular. Em contrapartida, ao fim do século XX, resultados de pesquisas laboratoriais a respeito da letalidade provida dos efeitos da nicotina no sangue passaram a ser divulgados intensivamente nos veículos da mídia. Ainda assim, não ocorreu uma erradicação do consumo de tais produtos devido à, principalmente, falta de conscientização inteligente que atinge a população pobre do Brasil. Assim, camadas sociais, que possuem menos escolaridade comparada às demais, deparam-se com as advertências do uso de cigarro no próprio maço, entretanto não compreendem de forma completa o que significam pela costume adquirido. Além disso, com valores baixos, o acesso segue simples e vicioso. Dessa forma, a desestruturação deste hábito tão comum entre classes populares torna-se inviável. Entende-se, portanto, que para ocorrer a diminuição do fumo de tabaco no Brasil, o Estado deve proporcionar o aumento do custo de maços através de impostos, junto à disseminação popular da ciência que comprova os danos do tabagismo nos meios de comunicação, como anúncios explicativos, de modo a colaborar com o acesso igualitário. Ademais, a educação voltada ao tema deve ser apresentada na escola de forma intrigante e mobilizadora, por intermédio de experimentos práticos e seminários na área das Ciências Naturais. Pode ser que, assim, ocorra maior entendimento dos riscos que envolvem o tabagismo e uma diminuição significativa de usuários.