Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/04/2021

Mudança

Ao longo do processo de formação da sociedade, a tabaco firmou-se em milhares comunidades. No começo do século XVI, com a colonização das Ámericas, o tabagismo se instalou na Europa pelos espanhóis, onde tornou-se popular na região. Embora a prática tenha se mantido frequente em vários lugares do mundo, como um vício social, nota-se, na atualidade, a sua nocividade ao ser humano, em virtude da imensa normalização que lhe consiste e da falta de conscientização coletiva. Acreditamos, em função disso, que a contextualização histórica e social possui parte ativa nesse processo em seus aspectos mais subjetivos.

Em primeiro lugar, é notória que a herança ideológica dos antepassados é responsável por impulsionar os cidadãos a fumarem. Prova disso é a supervalorização do cigarro em diversass épocas da história, como na União Soviética, na qual fumar era sinônimo de autonomia, já que o tabaco simbolizava liberdade e crescimento pessoal. Nesse sentido, é possível depreender que, ao prorrogar o panorama outrora constituído, as pessoas tornam-se parte desse projeto de aculturamento, o qual as faz enxergar o fumo mais como algo positivo para si próprio que como um perigo. Dessa forma, esse pensamento é passado de geração em geração, o que preserva o continuismo do tabagismo.

Em segundo lugar, vale defender que esse cenário é corroborado pela população. Isso porque os indivíduos, dentro de uma lógica civil que normaliza e até incentiva o uso do tabaco, desejam se sentir encaixados nos padrões sociais —muitos desses sujeitos são jovens que buscam entretenimento e a vida adulta— e, logo, tornam-se alvos atingíveis. Desse modo, a própria coletividade fomenta o aumento revelante de doenças pulmonares, fisiológicas e cancerígenas, segundo notícia americana do Portal “CNN”. Evidencia-se, assim, que o tabagismo relaciona-se com a deficitária precaução no seu uso por parte dos cidadãos e com o incentivo imprudente a tal prática.

Afirmamos, portanto, que o contexto supracitado constitui obstáculos a superar. Para tanto, faz-se mister que o Ministério da Saúde, por intermédio de minicursos e palestras, instrua os médicos públicos a informar sobre os riscos associados ao uso do tabaco, a fim de ampliar o conhecimento e desencorajar os indivíduos a fumarem. Isso poderá ocorrer em parceira com a mídia digital e televisa, pois, com seu grande alcance social, poderá auxiliar o Estado a executar tais medidas ao usar a internet e televisão como forma de informar e alertar as pessoas. Enfim. a partir dessas ações, será possível estabelecer um novo processo de formação da sociedade, no qual o tabagismo —endêmico de civilidades passadas— presente na subjetividade de muitos cidadãos é extinto em uma nação mais consciente.