Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/04/2021

Na série “Dark”, é retratado um cenário do ano de 1986 em que os jovens eram descolados caso consumissem cigarros. Percebe-se, nesse sentido, que ainda hoje há uma porção de adolescentes que ainda se encaixam nessa problemática. Por isso, torna-se necessário debater acerca dos problemas e consequências do tabagismo no século XXI. Assim, pode-se dizer que a falta de debate em escolas e a má influência midiática são os principais responsáveis pelo quadro.

A priori, é imperioso destacar que o conformismo sobre a normalização do consumo de tabaco deriva da falta de debate em escolas. Isso porque, nestas instituições, não há discussões e reflexões acerca dos males e consequências geradas pela utilização de cigarros a longo prazo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão, logo, é perceptível que, mesmo com uma taxa alta de mortes causadas por esse produto, muitas pessoas não se questionam sobre, visto que não há debates. Diante disso, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à saúde dos indivíduos.

Outrossim, é imperativo pontuar que a influência para as pessoas consumirem cigarro deriva da má influência midiática. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar a novela “Outro lado do paraíso”, de 2017, que mostra o uso contínuo do cigarro como uma prática positiva e sem problemas, ou seja, a má influência midiática ocorre por meio de novelas e minisséries de modo que geram mais vendas à indústria tabagista. Por isso, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio. Desse modo, faz-se mister a reformulação estrutural da programação da televisão.

Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de combater alguns dos problemas do tabagismo no século XXI. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação – ramo do Estado responsável pela formação básica escolar – inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Debates Acerca de Temas do Cotidiano, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que os jovens saibam que o tabagismo traz males à saúde e não é uma prática positiva. Ademais, a Secretaria de Cultura deve impor sanções a canais de televisão, por meio de denúncias dos telespectadores, que passem a má influência do consumo de cigarros aos jovens e indivíduos da sociedade, uma vez que é necessário o controle das programações liberadas para a sociedade. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-á, sem que a história se repita novamente ao caos do consumo excessivo de cigarros da década de 1980.