Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/04/2021
Na canção “Fumando Espero”, da artísta brasileira Marisa Monte é retratado o ato de fumar como algo benéfico para alma. Entretanto, esse pensamento não pode continuar progredindo, pois o tabagismo é um grave problema instaurado na sociedade brasileira no século XXI, o qual também assegura consequências. Diante dessa realidade, percebe-se que a problemática revigora, porque, ainda, é percebível a ineficiência governamental no processo de concientização em massa, bem como a persistente glamourização do consumo do cigarro. Desse modo, faz-se urgente discutir as possíveis melhorias que se pode fazer em prol do bem-estar social.
É relevante abordar, primeiramente, que quando foi instaurada no Brasil, a Lei Antifumo, em 2009, a conscientização em massa teve, como consequência, segundo o site do G1, uma redução expressiva no número de consumidores do cigarro tradicional em São Paulo. Todavia, a indústria tabagista se viu ameaçada financeiramente e, com isso, lançou uma nova proposta de cigarro mais sofisticado, ou seja, o eletrônico, também conhecido como “vape”, o qual faz sucesso entre o público juvenil. Nesse contexto, repara-se que esses novos adeptos ao tabagismo não foram tão impactatos pelas campanhas e pela Lei. Desse jeito, quando não é vigente propostas imediatas em solucionar uma problemática atual que aflinge a sociedade, principalmente, juvenil, verifica-se, assim, a ineficiência governamental.
Outrossim, destaca-se a glamourização do consumo do cigarro por parte de uma parcela social, a qual defende, por exemplo, o prazer momentâneo, o sentimento de pertencimento a um grupo e o pensamento de posição social elevada. Nesse contexto, esse público pouco se atenta aos efeitos negativos desse consumo, uma vez que estão dependentes das substâncias tóxicas. Seguindo esse raciocínio, ao parafrasear o médico Drauzio Varela, entende-se que o câncer de pulmão, o qual é considerado o mais mortífero do mundo, está relacionado ao ato de fumar cigarros. Com isso, é indipensável propor soluções para inviabilizar o consumo desse produto que deterioriza os tecidos do corpo e causam tantas sequelas.
Depreende-se, portanto, que o tabagismo em pleno século XXI, deve ser reprimido. Por isso, o Estado, mediante o poder Executivo e o Ministério da Sáude, precisa assegurar, respectivamente, o direito social, o qual é vigente na Lei Antifumo, mas também prosseguir com atualizadas campanhas de conscietização em massa. Tais ações têm como objetivo fazer com que um número significativo de brasileiros desfrutem de uma saúde de qualidade e que se distanciem das sequelas do vício em questão. Sendo assim, a ideia do consumo prazeroso visto na canção de Marisa perderá a influência, pois, devido as ações citadas, o tabagismo será entendido como algo maléfico a saúde coletiva.