Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/04/2021

Diminuição das campanhas de conscientização, banalização das consequências, postura escapista. Diversas são as causas do aumento do tabagismo na sociedade brasileira do século XXI, que contrastam com o Artigo 196 da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado, devendo ser promovida e recuperada. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde o compromisso de atenuar esse problema, de modo que sejam sanados os obstáculos enfrentados pelo combate ao uso do tabaco, e, frente à isso, reduzidas as consequências negativas.        Nesse contexto, percebe-se, dentre essas objeções, que a diminuição das campanhas publicitárias de conscientização tem se mostrado efetiva no aumento do número de fumantes. Sendo assim, isso ocasiona uma banalização das consequências negativas do tabagismo, uma vez que o público em geral fica menos informado acerca dos riscos trazidos à sua saúde, e, por conseguinte, é induzido ao consumo do tabaco. Além disso, nota-se a presença de uma postura escapista, a qual pode ser explicada pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em sua obra “Sociedade do cansaço”. De acordo com ele, a contemporaneidade é marcada por um excesso de positividade - assegurado pela mensagem de que todos devem ser, em tempo integral, produtivos, e, também, pela ideia de que todas as metas são alcançáveis. Desse modo, é desenvolvido nos indivíduos um intenso cansaço físico e mental, que provoca, quase que obrigatoriamente, um comportamento fugitivo, levando-os, por exemplo, ao ato de fumar.

Consequentemente, em se tratando do espectro individual, pode-se atribuir a essa prática viciante o desenvolvimento de problemas, como câncer e enfisema pulmonares. Esses, quando direcionados para o âmbito coletivo, provocam uma demasiada carga financeira ao sistema público de saúde, haja vista que o número de fumantes no Brasil é alto e os tratamentos são caros. Dessa maneira, cabe ao Estado não somente promover, mas, também, recuperar a saúde das pessoas acometidas por essas doenças, uma vez que isso é um direito previsto no Artigo 196 da Constituição Federal.

Diante dessa problemática, consta-se, portanto, que, com o objetivo de prevenir a formação de novos fumantes e conscientizar os já existentes, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas publicitárias - de modo que sejam muito apelativas e que alertem para os perigos do cigarro à vida -, por intermédio de plataformas digitais, como as redes sociais e a televisão. Ademais, com vistas a diminuir a postura escapista dos indivíduos, é importante que o Ministério da Educação ofereça, por meio de escolas e centros públicos, palestras que visem à promoção do bem-estar mental das pessoas - sendo comandadas, então, por profissionais da área, como psicólogos (as) e psiquiatras.