Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/04/2021

A Constituição Federal de 1988, documento de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a todos o direito à saúde. Entretanto, hodiernamente, a prática do tabagismo, ligada às suas consequências, evidencia o descaso para a consolidação deste direito, deste modo, uma análise quanto os problemas relacionados ao tabagismo na sociedade brasileira mostra-se imprescíndivel.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o tabagismo configura-se como uma ação nociva para a saúde e à integridade física do indivíduo. Consoante à teoria denominada Pulsão de Morte, criada pelo psicanalista austríaco Sigmund Freud, o índividuo tende a adotar hábitos que levam à autodestruição quando se encontram psicologicamente abalados. Com base nisto, percebe-se o vínculo entre uma mente sã e a saúde corporal, esta tão fulcral como aquela.

Em segundo lugar, é justo a análise entre a similiaridade com a crise gerada pelo consumo excessivo de papoula na China, no século XIX, acontecimento que gerou uma enorme instabilidade financeira, além de conflitos civis, no país. De acordo, com dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, o tabagismo gera, direta e indiretamente, um prejuízo de 1,4 trilhões de doláres aos governos, ou seja, a menos que medidas sejam tomadas, o governo federal sofrerá um enorme ônus pela falta de controle e proibição do controle do tabagismo.

Portanto, ações devem ser tomadas para reverter este imbróglio. Assim sendo, urge ao Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, a criação e a implantação de leis que, aliadas à campanhas de conscientização, diminuam os índices de tabagismo no país, esta ação deverá ser realizada por meio de subsídios federais próprios e, desta maneira, conseguiremos assegurar os direitos previstos na Carta Magna nacional.