Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/04/2021

O ato de fumar é nocivo à saúde e, apesar disso, é um hábito arraigado na sociedade brasileira. Sendo que um dos motivos é o “lobby” da indústria tabagista, como visto no filme “Obrigado por fumar”, que relata as diversas formas de investimentos que esses fazem para manter o seu produto desejável pelas pessoas. Esses atrelam a imagem do cigarro a um ato transgressor, para poder circular entre os jovens. Dessa forma, o Estado deve trabalhar para enfretar esse grupo, pois é seu dever garantir a saúde dos seus governados, até porque, esse hábito, apesar de ser individual, traz consequências para toda sociedade, pois, os adoecidos socorrem-se no sistema público de saúde pressionando-o.

Primeiramente cabe salientar que a indústria tagabista utiliza a publicidade juntamente com o fenômeno viés de grupo - copiar o comportamento e valores da coletividade que pretende-se pertencer - para incultir-se no imáginário social. Por exemplo, a imagem do cigarro como uma postura transgressora, que é personificada pelo ator James Jean em “Juventude Transviada”, com a sua jaqueta de couro e o cigarro nas mãos. Tal associação coaduna-se com a necessidade da juventude em procurar a autoafirmação na transgressão e, ao mesmo tempo, pertencer a um grupo, dessa forma o cigarro adentra no comportamento desses jovens. Sendo assim, o Estado deve promover campanhas informativas acerca dos males do cigarro para essa parte da população, que ainda são ludibriadas pelo “markentig”. Já que, conforme o artigo 196 da Constituição Federal é dever do Estado realizar medidas preventivas na área da saúde.

Ademais as doenças casuadas pelo cigarro como câncer de pulmão, enfizema pulmonar, problemas cardiovasculares, entre outros, seifam sete milhões de vida por ano, de acordo com o PAHO. Ou seja, famílias são destruídas, projetos de vida interrompidos por conta do tabaco. Tanto que no filme “Obrigado por fumar”, o grupo ao qual pertencia o lobista da indústria tabagista se auto intitulava da “grupo da morte”, justamente por ser responsável por esses falecimentos. Além da perda pessoal, o tabaco causa um imapcto ecônomico-social, estima-se que o Estado gaste mais de 7 bilhões de reais em tratamentos por conta do cigarro, conforme o IBGE. Dessa maneira, é urgente que o Estado combata essa indústria, a fim de resguardar os cidadãos e o sistema de saúde.

É necessário, portanto, com vista a prevenir a formação de novos fumantes que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Cultura, por meio de lei, proíba que os filmes apresentem o cigarro em um contexto de glamour, visto que o comportamento da sociedade é influenciada por esses. Ademais, a fim de proteger os indivíduos que ja se encontram viciados, o Ministério da Saúde deve oferecer tratamento nos postos de saúde, para diminuir os danos causados por esse hábito tão nocivo.