Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/05/2021
Mais de sete milhões de pessoas morrem por ano em consequência do tabagismo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde(PAHO). Apesar, de ser um hábito extremamente nocivo à saúde, esse produto tem no imaginário social sua imagem associada ao relaxamento e ao prazer. E isso deve-se às propagandas, conforme infere-se do filme “Obrigado por furmar”, que demonstra como a indústria tabagista investe nesses meios, principalmente em filmes, para manter essa percepção. Segundo o artigo 196 da Constituição Federal é dever do Estado promover a saúde da população, logo, ele deve coibir as ações dessa indústria que incentivam o fumar, assim como deve responsablilizá-la pelo tratamento de seus consumidores.
Primeiramente, cabe salientar que a propaganda visa persuadir o comportamento do indivíduo, portanto, as empresas de cigarro financiam filmes para incultir nas pessoas esse hábito. Por exemplo no filme “Obrigado por fumar”, o personagem, que é um lobista, negocia com alguns cineastas para que o ator Brad Pitt apareça fumando em uma película após realizar um ato sexual. O lobista explica que essas cenas incentivam as pessoas a associarem o cigarro com o verdadeiro relaxamento. E dessa forma há em outras imagens cinematrográficas o homem estressado que busca o ato de fumar como uma fuga do estresse. Ora, dentro da lógica da “sociedade do cansaço”, do filósofo Byung Chu Han, na qual o homem encontra-se cansado por conta da pressão do alto desempenho que o sistema econômico exige, o cigarro é uma alternativa para que esse possa desestressar. Dessa forma, a indústria do cigarro vende o seu produto com a imagem do que a sociedade necessita, o relaxamento.
Porém, as consequências desse destressante são diversas, como as doenças que assolam os fumantes, a exemplo: o câncer nos pulmões, as doenças cardiorespiratórias, e o próprio ceifamento da vida. Ademais, mesmo os que não fumam sofrem por conta dessa indústria, pois os fumantes adoecidos procuram o sistema de saúde, que fica ainda mais pressionado ao atendê-los. Consoante com a DAHO, os estados gastam mais de trihões de dólares com as despesas na área de saúde somente com as vítimas do cigarro.
Portanto, a fim de responsabilizar a indústria tabagista para custear o tratamento de suas vítimas e coibir a formação de novos fumantes, a Secretaria da Cultura e o Ministério da Fazenda devem atuar em parceria com o Legislativo. Dessa forma, devem, por meio de leis, restringir as cenas de filmes em que há a associação do cigarro ao relaxamento saudável. Como também devem aumentar os impostos sobre o produto, mediante tributos fiscais, sendo que tais verbas devem ser direcionadas para os hospitais a fim de financiar o tramento dos fumantes.