Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/05/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, obra escrita em 1517 por Gil Vicente, escritor humanista português, é elaborada uma crítica aos vícios da sociedade do século XVI. De maneira análoga, hodiernamente, são necessárias discussões acerca do tabagismo, o qual revela-se como uma dependência que, assim como criticado pelo autor, se torna um vício. Sob essa análise, torna-se viável destacar as doenças causadas pela nicotina e a falta de informação sobre o tratamento. Desse modo, medidas de resolução mostram-se necesárias.

Primeiramente, é fulcral ressaltar que o tabaco causa diversos malefícios à saúde humana, tanto para os fumantes ativos quanto passivos, mesmo sendo uma doença prevenível. Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem diversos perigos em relação ao tabagismo. Entre esses riscos, estão o câncer de pulmão, a tuberculose e a infertilidade como principais doenças. É válido ressaltar também, que, ainda segundo a OMS, mais de 1,2 milhões dos fumantes atuais são passivos, ou seja, respiram fumaça dos fumantes que convivem com eles, também prejudicando a saúde destes.

Ademais, é válido salientar que, mesmo que haja falta de incentivo, há um tratamento medicamentoso e psicológico gratuito no Brasil para o tabaquismo, fornecidos pelo Ministédio da Saúde, disponíveis na rede do SUS. Tratamentos para minimizar o sintoma de abstinência à nicotina - como a terapia de reposição de nicotina e o cloridrato de buopropiona - já são usados para combater o vício. Contudo, nem todos têm conhecimento desse tratamento, visto que mais de 7 milhões de pessoas morrem por doenças decorrentes do uso do tabaco.

Fica evidente, portanto, a necessidade de políticas públicas para combater o tabagismo no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com os postos de saúde dos municípios, promover campanhas socioeducativas a respeito do combate ao fumo e ao seu tratamento, que seriam realizadas por meio de mutirões compostos por profissionais da saúde, a fim de levar mais conhecimento à população, evidenciar a importância de se debater sobre o tema e fazer com que o consumo de tabaco seja diminuído. Dessa forma, o número de fumantes diminuirá e as implicações do tabaco poderão ser combatidas com eficiência, afastando o Brasil das críticas feitas por Gil Vicente sobre o vício, como expressas em sua obra.