Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 31/05/2021
Os índios brasileiros, na época do Brasil Colônia, faziam usos diferenciados do tabaco para fins medicinais. Contudo, a economia de exportação fez com que outros países adquirissem este costume, logo, transformaram o fumo em um passatempo. Hoje, o ato de fumar está presente em vários lugares, trazendo consigo uma ideia idealizada e positiva sobre o tabagismo no século XXI. Entretanto, esse cenário antagônico é fruto tanto da prática ao incentivo da indústria, quanto da negligência do Estado e da sociedade.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais e sociais para combater o tabagismo. Nesse sentido, conforme a OMS, o câncer é a segunda maior causa de óbitos no mundo, logo, tornasse inadequado descuidar da prática de fumar, visto que seu consumo pode resultar em morte. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o incentivo do consumismo pelas indústrias como impulsionador do tabagismo no Brasil. Segundo uma pesquisa feita pelo grupo antitabagista Truth Initiative, a Netflix – provedora global de filmes e séries de televisão – lançou recentemente mais uma temporada da série Stranger Things voltada para jovens. Diante de tal exposto, o uso constante, a representação rebelde e o símbolo de poder do fumo presente nesses entretenimentos estimula os espectadores a fazer uso também, visto que o jovem busca encaixar-se nos padrões sociais, isto é, quanto mais o fumo estiver presente em status adolescentes, mais a indústria do tabaco se beneficia.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da saúde e as indústrias midiáticas, por intermédio de palestras e aumento das clínicas de reabilitação no Brasil, conscientizem a população sobre os perigos do cigarro e ajudem os desamparados com o vício – a fim de garantir a saúde da população em geral. Assim, se consolidará uma sociedade mais benéfica, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.