Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/05/2021

O tabagismo é um problema que ainda encontra desafios a serem superados no século XXI. Apesar da lei antifumo, regulamentada em 2014 no Brasil, ter trazido diversos benefícios, como a diminuição do número de fumantes passivos por meio da proibição do fumo em ambientes totalmente ou parcialmente fechados, ainda assim, o tabaco traz consideráveis problemas que impactam na economia e sistema público de saúde do país. Deste modo, é necessário identificar e aprimorar ações para o manejo dessa problemática.

Pode-se mencionar que o contrabando de cigarros afeta a economia, já que diminui a arrecadação de impostos sobre esses produtos. Enquanto no Brasil a taxação de impostos sobre mercadoria derivada do tabaco fica entre 70-90%, no Paraguai é cobrado 18%, fazendo com que o valor da evasão fiscal supere o da arrecadação, de acordo com reportagem veiculada pelo jornal El País. Observa-se que o aumento nos preços não reflete na diminuição do consumo, já que o vício é uma doença caracterizada pela dependência, sendo necessária a revisão do aumento tributável como uma forma de combate eficiente.

Outro setor gravemente afetado é o sistema público de saúde, pois o tabagismo é uma doença crônica que tem relação com outras diversas enfermidades, como o câncer de pulmão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, esse tumor é a principal causa de óbito por neoplasias entre homens e mulheres, caracterizando um problema de saúde pública relevante, de modo que a parcela orçamentária para o tratamento é altamente dispendiosa. Assim, é de grande interesse tratar a dependência a fim de diminuir o número de usuários e não deixar a doença química evoluir para uma maligna.

Diante do exposto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Economia, controlar e diminuir o contrabando de cigarros, por meio da redução tributária sob esses produtos, tornando o preço da mercadoria legal equivalente à ilegal com a finalidade de enfraquecer esse esquema de tráfico. Por conseguinte, realizar a reversão dos tributos arrecadados com esses produtos serem totalmente direcionados ao combate do tabagismo, reforçando a publicidade antifumo na mídia e escolas e fortalecendo os programas assistenciais da rede de tratamento do tabagismo do SUS, visando à diminuição de usuários.