Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/05/2021
A Lei Antifumo, presente na Constituição Federal, foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre os malefícios dos produtos derivados do tabaco. Entretanto, o número de jovens que consomem tabaco aumenta constantemente no país. Tal situação é causada por diversos fatores, dentre eles, a facilidade de compra e a influência da mídia, acarretando problemas físicos e elevação de gastos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, são necessárias a tomada de medidas governamentais e midiáticas.
Em primeiro lugar, é fundamental destacar os fatores que dificultam a luta contra o consumo de tabaco entre a juventude brasileira, entre eles, a facilidade de compra de cigarro é um entrave presente no país. Nesse sentido, a péssima fiscalização associada ao baixo valor do produto colabora com a obtenção do cigarro pelo grupo mais jovem da população, o qual ainda não está na faixa etária permitida para a compra do produto. Acerca disso, o Artigo 196 garante que “A saúde é direito de todos e dever do Estado”, assim, é notório a negligência governamental para garantir a saúde dessa parcela da população, tendo em vista que é seu dever promover maior fiscalização na compra do tabaco e impedir seu consumo pelos jovens.
Em uma segunda análise, a influência midiática é uma barreira para o combate ao tabagismo entre a juventude no país. Sob esse viés, é certo que alguns filmes, séries e propagandas de televisão, cuja temática envolve o grupo jovem, apresentam essa parcela da população utilizando o cigarro de forma natural, tal representação é transmitida para a realidade dos jovens, como algo comum à idade e, até mesmo, certo de se realizar. Em decorrência desses fatores, os usuários assumem o risco de adquirir dependência química, doenças prematuras e abalos físicos, acarretando na penalização do SUS. Portanto, tornam-se necessárias medidas para combater o tabagismo entre a população jovem no Brasil.
Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde aumentar a fiscalização sobre a compra de cigarros, com o intuito de romper com a obtenção do produto pelos jovens. Tal ação seria feita a partir de investimentos em agentes fiscalizadores nos locais como bares e supermercados. Ademais, cabe ás produtoras midiáticas garantirem melhor abordagem de temas envolvendo o uso de tabaco por jovens, por meio de advertências prévias nas produções e aumento da faixa etária para o consumo, principalmente de filmes e séries, a fim de reduzir as influências negativas que essas produções podem causar. Dessa forma, as consequências físicas serão menores, o SUS não sairá abalado e a Lei Antifumo terá seu objetivo concretizado.