Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/06/2021

No  artigo 196 da Constituição Federal, está explícito que a saúde é direito de todos e que o Estado deve agir tanto na cura de doenças quanto na prevenção das mesmas. No entanto, o uso de cigarros e outras drogas é uma problemática presente na sociedade atual. Pois se tornou uma válvula de escape á população mas acarreta em variados problemas de saúde, podendo ocasionar o aumento da pressão sobre o sistema de saúde brasileiro futuramente. Por isso, é necessário que o governo e a sociedade invistam na informação sobre os riscos do tabagismo e outras práticas saudáveis que podem substituir o uso do cigarro.

Em primeira instância, a ascenção do fumo entre jovens e adultos se dá pela crescente pressão social na atualidade. Em relação a isso, o autor Byung-Chuk Han escreveu o livro, “Sociedade do cansaço”, que, nos dias atuais, a produtividade e a eficiência contínua têm como consequência o esgotamento físico e mental. Diante disso, jovens e adultos a fim de aliviar o estresse e relaxar, se entregam as drogas e cigarros. De acordo com pesquisas da Universidade do Vale do Sapucaí em MG, o hábito de fumar se instala principalmente no período de entrada para a Universidade por ser um período de maior cobrança e ansiedade. Assim, são necessárias medidas antitabágicas direcionada a essa população.

Ademais, observa-se o aumento de prejuízos individuais e coletivos a partir do hábito de consumir cigarros. No que se diz respeito à saúde individual, o câncer, a hipertensão e doenças pulmonares são favorecidas pelo tabagismo.Assim como demonstrado pelo personagem principal do filme,“Obrigado por fumar”, que  falece após 30 anos fumando. Ao longo prazo, por sua vez, observa-se que mesmo indivíduos que não fumam são afetados pelo tabagismo, não apenas pelo fumo passivo, mas, também,pelo aumento da demanda do sistema público de saúde, haja vista que doenças crônicas como hipertensão e câncer tendem a aumentar os gastos do Estado com assistência sanitária. Portando, reafirma-se a responsabilidade estatal, constitucionalmente prevista de combater esse hábito.

Com isso, é necessário que o Ministério da Saúde, com vistas a prevenir a formação de novos fumantes, elabore campanhas mais apelativas alertando para os perigos do cigarro, tendo como foco o grupo jovem, público entre o qual o hábito mais cresce, utilizando, por exemplo, plataformas como as redes sociais e televisivas. Além disso, juntamente com as universidades, deveria proporcionar aos alunos, espaços de convivência que ofereçam serviços, como sessões de terapia e exercícios físicos para que os jovens adulto possam se livrar da hipertensão do dia a dia. Com essas medidas, é esperado que ajude a diminuir os casos de novos fumantes e ajude os que já estão saindo da dependência.