Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/06/2021
James Bond, famoso espião de filmes americanos, sempre após um dia estafante lutando contra o mal relaxava com um Martini e um cigarro. Fora das telas, o hábito de fumar é bem popular entre a sociedade, ainda que seja deveras danoso à saúde. Dados expressam que mesmo com campanhas de conscientização, esse vício ainda persiste, e causa diversas problemáticas paralelas a ele. Tal fato se deve á omissão do Estado na luta contra o tabagismo, e também por estímulos propagandistas nas décadas anteriores. Assim, faz-se necessária a análise do tema para que seja mitigados seus efeitos.
Em primeiro plano, faz-se importante notar que o tabagismo não afeta apenas a saúde das famílias brasileiras: também sofrem os cofres públicos. O vício do tabagismo tem efeitos a curto e longo prazo, desde doenças respiratórias como pneumonias á câncer de pulmão. Tais doenças são tratadas com auxílio do SUS, o Sistema Único de Saúde. De acordo com pesquisa feita pela revista Galileu, são gastos mais de 20 milhões de reais anuais no tratamento dessas doenças. Logo, espera-se que o Governo combata por meio de campanhas esse hábito, tão danoso a nação inteira. De fato, existem campanhas conscientizadoras na Mídia e nas embalagens do produto, mas tais esforços se mostram insuficientes, já que o problema persiste.
Em segundo plano, é vital analisar o que estímulos repetitivos proporcionam ao longo do tempo. Além do filme citado, nos últimos 50 anos a propaganda de cigarros e charutos teve seu pico, sendo feita por meio da mídia e grandes empresas. Crianças não podiam fumar, mas ainda sim eram vendidos chocolates em formato de cigarros para estimular o comportamento. Sobre isso, o psicólogo Skinner explica que estímulos repetitivos resultam em hábitos altamente viciantes. Dessa maneira, tem-se o cenário atual, em que gerações foram incentivadas a um comportamento por décadas. Apenas quando as consequências das substâncias tóxicas presentes no cigarro se apresentaram, que foram realizadas campanhas contra o ato. Porém, acabar com o hábito mundial é bem mais difícil, por causa das substâncias viciantes no tabaco e o cunho cultural que se desenvolveu em volta do cigarro.
Neste ínterim, é basilar que o Ministério da Fazenda, por intermédio do Governo, atuem para dificultar o acesso ao tabaco, aumentando os impostos sobre, diminuindo os locais de venda e acirrrando a legislação, assim desestimulando as Grandes Empresas, para que o acesso ao produto seja mais difícil á população, assim diminuindo sua adesão. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde e a Anvisa pressionem estas mesmas empresas a mudarem suas formulações, diminuindo as substâncias tóxicas e viciantes pelos mesmos motivos. Com estas medidas, aliadas a conscientização já vigente, espera-se que o comportamento de James Bond não seja repetido pelos Brasileiros.