Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 04/06/2021
O Big Brother Brasil 21 - a mais recente edição do “reality show” brasileiro - trouxe o ator Fiuk como participante, o qual se mostrou uma pessoa viciada no consumo de cigarro. Fora das telas, essa é a realidade de muitos brasileiros fumantes, que também criaram uma dependência prejudicial à saúde, muitas vezes, assim como o “brother”, desde jovens - o que é um problema. Por isso, cabe a discussão a respeito do combate ao tabagismo no Brasil, baseada na validade do bom uso da mídia, bem como acompanhamento familiar.
Nesse sentido, é viável pensar em como a mídia impacta nesse problema. A esse respeito, a influenciadora Andressa Catty - muito seguida no Tik Tok - produz transmissões ao vivo para milhares de pessoas, nas quais aparece constantemente com um cigarro em mãos. Desse modo, o papel do “digital influencer” torna-se um combustível para o uso desse tipo de substância, já que a maioria desse público é composto por jovens que se espelham nos seus ídolos. Ainda assim, a própria mídia televisiva, por meio de novelas e filmes, expõe esse consumo, normalmente, com feitio positivo e comum, o que agrava, também, tal influência negativa. Logo, o entretenimento transfigura-se maleficente.
Ademais, vale ressaltar o acompanhamento familiar como um fator importante para o combate ao tabagismo. Nesse viés, em uma matéria da Agência Universitária de Notícias da USP, foi divulgada a porcentagem dos fumantes nacionais que iniciaram a prática antes da maioridade: 80%. Então, diante de dados alarmantes como esse, é importante entender que a falta de uma boa influência doméstica, bem como a despreocupação dos devidos responsáveis contribui para tais estatísticas, afinal, a convivência externa nem sempre será um bom exemplo. Assim, por conta dessa negligência dentro de casa, além do ingênuo pensamento juvenil, os jovens tornam-se o maior alvo desse vício, o sustentando durante anos. Dessa maneira, o combate em questão perde a eficiência.
Dessarte, medidas devem ser tomadas como solução da problemática. Portanto, o Ministério da Saúde, aliado aos da Educação e Comunicações, precisa promover a campanha “O Fumo: a gradativa morte debaixo do seu nariz”, por meio de organizados conteúdos midiáticos oficiais (destinados, principalmente, ao público adulto de nicho familiar) que espalhem, assertivamente, os danos do tabaco à saúde populacional e, também, por intermédio da censura do seu uso nas redes sociais. À vista disso, com base no sucesso do fito de atenuar a falta de acompanhamento familiar e, sobretudo, a influência corrosiva da mídia, os brasileiros afastar-se-ão da nociva realidade vivenciada por Fiuk.