Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/06/2021
Em " O Auto da Barca do Inferno", Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere ao tabagismo, uma vez que o uso dessas substanciais lícitas estão cada vez mais presentes na vida dos jovens. Nesse sentido, pode-se afirmar que a busca por prazeres instantâneos e má influência midiática agravam essa situação.
Convém ressaltar, a princípio, que sensação de prazer imediato é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a busca por prazeres instantâneos é justificada como sentido da vida moral. No entanto, essa busca caracteriza-se como um agravador na questão do uso de tabaco, atuando fortemente em sua base. Assim, a falta de um planejamento racional e menos imediatista impede que o problema seja resolvido, podendo, inclusive, trazer consequências para o pulmão e possivelmente um câncer no futuro.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da influência das propagandas midiáticas. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, percebe-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, acaba influenciando na consolidação do problema com o uso de propagandas que incentivam o consumo de cigarros.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso, é imprescindível que as escolas- responsáveis por formar e conscientizar a sociedade- instruam os alunos, por meio de aulas lúdicas, sobre os malefícios do uso do cigarro e ajudem dessa forma a buscar o prazer através de jogos recreativos. Ademais esse projeto deve ser aberto ao público para alcançar um maior número de pessoas, a fim de estimular o jovem a combater o tabagismo. Talvez, assim, seja possível construir em que Bourdieu pudesse se orgulhar.