Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/06/2021

De acordo com o artigo 6° da Constituição federal brasileira, vigente desde 1988, a saúde é um direito social para todos os cidadãos, sem distinção de qualquer natureza. Não obstante, o tabagismo em questão no Brasil impede a efetivação desse artigo na prática, na medida em que afeta diretamente a saúde individual e coletiva. Portanto, o tabaquismo constitui-se como um grave problema sanitário para o país. Assim, cabe ao Estado, reverter esse quadro, com o fito de efetivar a legislação e reduzir os gastos públicos com  as doenças  associadas ao fumo.

Antes de tudo, é válido ressaltar que a falta de informações e a forte influência social estimulam o tabagismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9 em cada 10 tabagistas começaram a fumar antes dos 18 anos. Sob esse viés, observa-se que os adolescentes são mais vulneráveis à influência das drogas, uma vez que são facilmente coagidos pelos amigos, e ao buscar a aceitação social, iniciam o consumo dessas substâncias. Nessa lógica, as instituições sociais enquadram-se na teoria das Instituições Zumbi de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Em suma, o autor compara essas instâncias ao personagem ficional zumbi, pois existem, mas não exercem seu papel eficientemente na prática. Assim sendo, essas instituições falham no ensino dos jovens sobre os malefícios das drogas e como se manter afastado delas, contribuindo para a perpetuação do impasse.

Por outro lado, deve-se analisar não só a causa, mas também as consequências dessa prática. Contudo, o tabagismo não afeta somente um indivíduo, ele coloca em risco toda a comunidade. Porquanto,  os fumantes passivos, pessoas que convivem com o fumo e inalam passivamente a fumaça, são expostos diretamente às diversas substâncias tóxicas sem o filtro utilizado nos cigarros.  Dessa maneira, o tabaco constitui-se como uma ameaça à saúde pública coletiva. Ademais, de acordo com a Revista Galileu, o Governo possui um gasto anual de 24 bilhões no tratamento de doenças advindas do tabagismo, enquanto as indústrias de cigarro geram apenas 6 bilhões em tributos. Isto posto, além do grave problema sanitário, o cigarro também contabiliza um prejuízo anual de 14 bilhões.

Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para reverter essa inercial. Logo, cabe ao MEC ampliar o Programa Educacional de Resistências as Drogas (PROERD) para todas as séries do ensino básico. Desse modo, através de atividades lúdicas, a resistência às drogas estimulada. Além disso, o Ministério da Saúde deverá veicular campanhas midiáticas informacionais estimulando o tratamento da psicoterapia individual , para reduzir o número de fumantes. Para tanto, o Ministério da Economia deverá aumentar os tributos sobre o tabaco, utilizando os recursos para financiar os projetos supracitados e romper com deficit orçamentário. Destarte, o tabagismo será atenuado.