Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/07/2021

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde como inerente a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, é de conhecimento geral que tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o tabagismo no século atual, dificultando, dessa maneira, a universalização desse direito social tão importante. Portanto, faz-se imperioso a análise do vício e as doenças que o cigarro pode causar à vida humana como agravantes do imbróglio.

Nessa perspectiva, é imprescindível abordar o vício como fator problema do tabagismo. Consoante o filósofo chileno Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. Tal afirmação fica clara quando se analisa os dados do infográfico, disponibilizado pelo blog “Sesi Informa”, que mostra que a droga em questão possui em sua composição, além de outras 4.700 substâncias, a nicotina, que é responsável pela dependência, sendo maior que drogas pesadas como cocaína e heroína. Juntamente a isso, é possível observar o vício através da pesquisa feita pela revista do g1, Galileu, que mostra que em 2008, 6,3 bilhões dos impostos recebidos foram adquiridos através da venda de cigarros. Nesse contexto, constata-se que o tabagismo no século XXI potencializa valores cruciais para a harmonia social.

Paralelo a isso, é importante salientar as doenças causadas pelo tabagismo como um dos principais impactos negativos do quadro. Descobre-se quando se estuda o sistema respiratório humano, que a fumaça do cigarro destrói os cílios presentes em volta de quase todo o sistema, esses cílios são responsáveis pelo transporte de muco e faz com que os seres humanos sejam capazes de expelir secreções, sem eles, é provocado o acúmulo de muco nesses órgãos tão importantes, causando, consequentemente, problemas respiratórios. Além disso, o tabaco pode causar outros distúrbios à saúde como problemas cognitivos, câncer, danos bucais e até mesmo a morte. Logo, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Dado o exposto, depreende-se, dessa forma, que medidas sejam tomadas para combater tais obstáculos. Para isso, urge que o Estado, na condição de garantidor dos direitos individuais, faça, por meio do Ministério da Saúde, palestras em locais públicos que divulgue os riscos que o cigarro causa ao organismo, além de criar um programa de reabilitação, com a intenção de diminuir o índice atual de fumantes no Brasil. Somente assim, será possível alcançar uma sociedade mais saudável, na qual o país desempenha corretamente os direitos garantidos pela Constituição Federativa do Brasil.