Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 21/07/2021

Na década de 1950, ocorreu a ascensão da geração “Rock ’n’ Roll”, caracterizada pelo lema “sexo e drogas”. Nesse sentido, é possível destacar, dentre os hábitos promovidos naquela época, o aumento do tabagismo, o qual ainda traz problemas e consequências no século XXI. Dessa maneira, torna-se notória a necessidade de se analisar como a glamourização do tabaco e a inoperância estatal peretuaram esse costume maléfico no Brasil.

Diante dessa realidade, é imperioso ressaltar, primeiramente, as causas do exibicionismo exagerado dessa substância e os efeitos negativos que isso traz. Sob essa ótica, o sistema capitalista, configurado por buscar amplo mercado para aumentar seu lucro, glamourizou o uso do tabaco por meio das mídias, em especial, das fotos e vídeos “tumblers”, as quais retratam grupos de amigos sendo felizes enquanto fumam. Nesse contexto, esse esteriótipo midiático catalisou um crescimento no número de fumantes jovens, o que pode trazer consequências como a expansão dos casos de cancêr e tuberculose. Desse modo, fica claro que o sistema capitalista, de maneira ameaçadora, perpetua a glamourização do tabagismo desde a geração de 1950 e coloca em risco a saúde dos indivíduos mais novos.

Além desse cenário deletério, é importante salientar como a negligência governamental traz prejuízos à coletividade. Nesse viés, o artigo 196° da Constituição Cidadã afirma que é dever do Estado a promoção de ações que previnam doenças. Todavia, fora do papel, isso não ocorre, uma vez que o número de projetos contra o tabaco ainda é precário e ineficaz. Dessa forma, o tabagismo persiste no século XXI e sua doenças, como o cancêr, sobrecarregam o SUS (Sistema Único de Sáude). Assim, enquanto o Estado for inerte, os cidadãos brasileiros terão que conviver com um grave problema: o sucateamento do SUS por doenças geradas pelo tabaco.

Em suma, urgem medidas que amenizem o tabagismo no século XXI. Logo, cabe ao Estado, na figura das secretarias de saúde, isso pois possuem ação mais focada regionalmente, combater a má influência midiática, por meio de campanhas nas mídias sociais, a exemplo do twitter e instagram, devido ao sua acessibilidade aos jovens, que retratem casos de afetados por cancêr gerado pelo uso de tabaco, afim de desglamourizar essa substância. Espera-se, com isso, que o legado da geração Rock’n’ Roll não seja mais uma mácula para o Brasil contemporâneo.