Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/07/2021
A chegada de Cristóvão Colombo às Américas, em 1492, foi o marco inicial da difusão do tabaco pelo mundo. Tal substância, apesar de recebida com preconceito em alguns lugares do globo, logo se tornou usual de reis a escravos. A partir disso, principiou-se na Europa um debate sobre os efeitos do fumo na saúde, visto que os malefícios provaram-se extremamente danosos em longo prazo. Sendo assim, faz-se necessário discorrer sobre o tabagismo no século XXI, analisando problemas e consequências desse mal.
A priori, é válido citar as problemáticas que causam o uso desproporcional de tabaco. Segundo o Instituto Nacional do Câncer do Brasil, o tabagismo é considerado uma doença, tendo em vista a dependência provocada pela nicotina. Ainda segundo o Instituto, a maioria dos fumantes torna-se dependente antes dos 19 anos e há vários fatores que os levam a fumar, dentre eles a propaganda, o fácil acesso ao cigarro e o seu baixo preço. Ademais, o sociólogo Émille Durkheim afirmou que o ser humano não produz ações individuais, ou seja, tudo possui influência do coletivo. Nesse sentido, é possível visualizar a concretização desse axioma na interferência de pais e amigos, que servem de exemplo negativo para futuros fumantes.
A posteriori, vale também ressaltar as diversas consequências dessa toxicomania. De acordo com um estudo do periódico científico The Lancet, em 2019 a dependência do fumo foi responsável por 7,6 milhões de mortes no mundo. Ademais, segundo a OMS, nos Estados Unidos estima-se a ocorrência de três mil óbitos por câncer de pulmão em fumantes passivos, pessoas que convivem diariamente com fumantes, por ano. Além disso, há ainda o impacto na saúde de crianças, uma vez que ao serem expostas à fumaça de cigarro podem desenvolver tosse, bronquite, redução da capacidade pulmonar e, no caso de gestantes, óbito do bebê antes de nascer, como mostram dados da Consulta Internacional sobre Fumaça Ambiental de Tabaco e Saúde Infantil.
Urge, portanto, ao Senado Federal a criação de um projeto de lei tipificando o tabaco como substância ilícita e proibindo sua venda em todo e qualquer comércio, objetivando diminuir o número de tabagistas cada vez mais. Aliado a isso deve haver uma campanha informativa online sobre as terríveis consequências do tabagismo, realizada pelo Ministério da Saúde, em parceira com as redes sociais, visando incentivar os fumantes a extinguirem esse hábito. Compete ainda a Sociedade Brasileira de Pediatria, associada às secretarias de saúde municipais, efetivar visitas nas residências de pais fumantes, a fim de promover sensibilização quanto aos perigos do fumo ambiente para as crianças. Com o cumprimento das medidas apresentadas, a realidade supracitada seria melhorada.