Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/07/2021

O tabaco, inicialmente cultivado por indígenas nas Américas, foi disseminado à nobreza europeia durante a colonização dos continentes americanos nos séculos XV e XVI, ganhando, posteriormente, notoriedade em todo o mundo. Contudo, no Brasil, a errônea aplicação de políticas públicas visando o combate denotam na intensificação do tabagismo, assim como o consumo de produtos à base de tabaco se apresenta como um problema de saúde pública. Urge, portanto, a necessidade de analisar tal realidade, de modo a identificar e combater seus impactos, objetivando minimizar a problemática.

Em primeira análise, cabe pontuar como a errônea aplicação de políticas públicas intensificam o tabagismo. É possível afirmar tal fato porque embora o Brasil tenha o Plano Nacional de Controle ao Tabagismo (PNCT), segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o país apresenta, em média, 430 mortes por dia conseguintes do consumo de produtos à base de tabaco. Dessa forma, com o alto índice de mortalidade, infere-se que o PNCT - política pública para controle do tabagismo - não se encontra de fato efetivado. Conseguinte dessa realidade, a prática é estimulada, uma vez que a sociedade entende que a causa é banalizada pelas entidades públicas, as quais deveriam intervir com maior vigor caso o ato fosse, realmente,  prejudicial.

De outra parte, cabe destacar como o consumo de produtos à base de tabaco (tabagismo) se apresenta como um grave problema de saúde pública. É possível inferir essa afirmação porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a problemática é responsável por ceifar 8 milhões de vidas por ano. Certamente, esse alto índice não é ocasionado apenas pela consequência mais conhecida da prática, o câncer de pulmão, uma vez que, segundo a OMS, essa ainda provoca diversos tipos de câncer, além de problemas respiratórios e cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca. Sendo assim, a intensificação desses problemas é por decorrência da negligência estatal quanto ao combate, se apresentando como um grave empecilho na saúde do país, uma vez analisado o alto número de óbitos e as diversas doenças  ligadas diretamente à esta adversidade.

Por fim, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde intensificar o combate, de modo que trate o tabagismo como um grave problema. Tal atitude se dará por meio de leis que proibirão a utilização de tabaco em locais públicos, além da disseminação de propagandas nos veículos de imprensa e campanhas educacionais nas escolas, com cartilhas e palestras, ministradas por profissionais de saúde e estudantes de universidades. Dessa forma, as políticas públicas serão aplicadas de maneira eficaz e, consequentemente, o consumo diminuirá, melhorando a questão da saúde no país.