Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 29/07/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à saúde inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, com taxas cada vez maiores de tabagistas e pelo aumento no número de mortes por cigarro, muitas pessoas se encontram distantes desse direito. Nesse prisma, a prática do tabagismo tem causado sérios riscos a vida dos indivíduos, e muitos deles por falta de informação e por buscarem prazeres efêmeros, fazem com que o número de usuários não pare de crescer.
De início, é notório que o Brasil possui um grande número de cidadãos fumantes, de acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 22 milhões de pessoas ainda fumam no território nacional, porém muitos desses fumantes não estão informados sobre os riscos que esse uso causa em suas vidas, ou quando sabem, não conhecem a quem recorrer para se livrar do vício. Nesse viés, o filósofo inglês Thomas Hobbes afirma que, “O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, ou seja, o governo brasileiro é responsável por garantir e propagar as informações relacionadas ao tabagismo. Desse modo, é certo há a necessidade de informar a população acerca dos riscos do fumo e dos locais de assistência aos dependentes, tendo em vista que muitas pessoas por não estarem informadas, optem por continuar nesse vício.
Ademais, é evidente que devido a composição do cigarro possuir nicotina, proporciona ao fumante uma certa sensação de prazer, que o faz ser dependente desse vício, e faz com que ele pense apenas no prazer do presente, que é um prazer temporário, e se esqueça das consequências futuras. Nessa perspectiva, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabaco tem relação com aproximadamente 50 doenças, dentre elas vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, entre outros, doenças do aparelho respiratório como a bronquite e enfisema pulmonar), doenças cardio vasculares entre inúmeras outras, e ainda cerca de 157 mil brasileiros morrem precocemente devido às doenças causadas por essa dependência. Nesse sentido, é imprescindível a implementação de medidas que venham combater a problemática em questão.
Em vista dos fatos abordados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham amenizar os riscos e as consequências do tabagismo no século XIX. Por isso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Saúde, proporcionar informação e assistência à população sobre o uso do cigarro, por meio campanhas publicitárias divulgadas na internet, nas cidades e em emissoras de televisão, palestras em instituições sociais acerca de seus malefícios e aonde recorrer caso a pessoa já for um dependente e mediante a políticas públicas gratuitas de tratamento aos dependentes tabagistas, a fim de diminuir as taxas de brasileiros usuários de cigarros. Somente assim, o artigo 6º será garantido.