Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/08/2021

Na Europa, durante a Belle Époque, a burguesia industrial estava em ascensão juntamente com os símbolos que lhe trazia ostentação, dentre eles, o cigarro. Nesse contexto, o hábito de fumar se tornou extremamente comum entre as classes burguesas e teve seu ápice em 1955, quando a Marlboro, indústria tabagista, com sua campanha “Marlboro man”, conseguiu inserir essa prática nos demais setores da sociedade. Todavia, apesar de banalizado, no século XXI, o tabagismo traz diversas consequências a quem fuma, a quem inala a fumaça passivamente e ao meio ambiente, o que se mostra um grave problema social.

A princípio, é necessário ressaltar que o uso do cigarro não afeta somente o usuário, mas também as pessoas que com ele convivem. Nesse viés, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo há cerca de 5 milhões de fumantes, e as duas maiores causas de morte ao ano são por fumar ativa e passivamente, em respectivo. Sob essa ótica, torna-se evidente os males causados por tal prática, já que as substâncias químicas na fumaça podem causar enfermidades a inúmeros indivíduos, o que é uma consequência desastrosa à sociedade. Assim, enquanto medidas eficazes não forem tomadas, esses índices permanecerão nos próximos anos, prejudicando o âmbito social.

Ademais, é importante pontuar que, além de ruim à humanidade, o tabagismo também é prejudicial ao meio ambiente. Sob essa perspectiva, a ONG — Organização Não Governamental — Ocean Conservancy mostrou em uma pesquisa que as bitucas de cigarro são um dos lixos mais encontrados em praias no mundo, o que é terrível já que demoram de 5 a 10 anos para se decomporem. Nessa conjectura, vê-se a amplitude dos malefícios associados a essa prática, haja vista que, como tem um descarte indiscriminado, compromete os ecossistemas terrestres e marinhos. Desse modo, enquanto esse hábito for comum, a natureza estará fadada a sofrer as consequências pela irresponsabilidade humana.

Portanto, é notório que o tabagismo é um grande entrave social que precisa ser resolvido. Para isso, urge que o Ministério da Saúde elabore palestras e debates sobre os malefícios do uso do cigarro, por meio de vídeos em canais abertos e redes sociais, como o YouTube, com o intuito de conscientizar o público acerca dos prejuízos da prática ao usuário e aos que estão próximos. Além disso, as prefeituras devem se manter abertas e aplicar multas aos que não descartam as bitucas corretamente, a fim de proteger o meio ambiente. Dessa maneira, as consequências diminuirão e o hábito de fumar não será mais um símbolo de ostentação.