Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/08/2021

O filósofo Raimuno de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento com os problemas e as consequências relacionadas ao tabagismo no século XXI. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma grande negligência governamental junto de uma vasta omissão escolar e familiar.

Sob esse viés, vale ressaltar que segundo pesquisas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil cerca de quase 10 milhões de pessoas são mortas anualmente por conta do ingerimento de fármacos com nicotina (droga psicoativa que induz a dependência), do mesmo modo, salienta-se que em uma notícia publicada pela revista “O tempo” constatou que o câncer de pulmão se tornou o mais comum no país desde 1985, causando a maior mortalidade e incidência. Nessa perspectiva, pode-se afirmar que determinada problemática se enfatiza por conta de um enorme descaso governamental, o qual banaliza tais complicações e as trata como tabus, juntamente de uma avantajada falta de investimento em centros de reabilitações e leis para a punição dos produtores e compradores.

Outro ponto que merece ser destacado é a omissão familiar e escolar na vida dos dependentes, isso porque segundo o sociólogo Émile Durkheim são nesses dois locais que se fundamentam as opiniões e a plena formação de um indivíduo. Sendo assim, com a população tabagista estando negligenciada e banalizada, como também havendo uma influenciação midiática indireta abordando série e filmes onde adolescentes usam as drogas e cigarros como fonte de distração, obtém-se contemporaneamente cidadãos adictos e sem apoio provendo apenas de criticas e xingamentos sociais.

Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, numa ação conjunta com o Ministério da Cidadania e a Câmara dos Deputados invistam em locais de suporte aos necessitados e punições aos fabricantes e compradores dessas substâncias, por meio da viabilização de verbas e serviços básicos humanitários, visando o aumento das unidades dos centros de reabilitações nas cidades, melhores infraestruturas e admissões de bons profissionais para conceder assistência aos carecidos. Bem como, cabe aos familiares e educadores disponibilizarem um maior zelo e preocupação com as crianças e adolescentes, proporcionando-os palestras como forma de alertá-los sobre os malefícios das drogas, cartazes com dados importantes com relação ao assunto, aulas e conversas, tencionando propor aos cidadãos um maior entendimento sobre o tema, alarmá-los desde jovens sobre essa problemática e objetivar a diminuição dos índices de mortalidade e procedência devido às drogas pscioativas no país.