Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2021
A série norte-americada “Friends” tematiza, entre outros assuntos, a relação do personagem Chandler com o tabaco – a qual se iniciou com a separação dos pais. Equitativamente, na realidade brasileira, o tabagismo ascende como mecanismo de escape para problemas pessoais, sobretudo na adolescência, fato que, concatenado às pressões sociais e à negligência governamental, provoca, a médio e longo prazo, prejuízos ao fumante e à coletividade.
Cabe ressaltar, incipientemente, que a vulnerabilidade emocional dos jovens diante de problemas pessoais, somado à “Conformidade”, o que para o psicólogo Salomon Ash, é a propensão que as pessoas têm a repetir comportamentos para se integrar a um grupo social, incentivam a busca pelo cigarro e outros tipos de fumo, já que as substâncias presentes, como a nicotina, colaboram para o relaxamento e, consequentemente, ajudam na fuga da realidade. Desse modo, o contato precoce com esse tipo de substância, além de ser nocivo à saúde – haja vista que, de acordo com dados do Inca, aproximadamente 780 mil brasileiros adoecem devido ao cigarro, comprometendo, por exemplo, o sistema respiratório e causando doenças cardíaca –, gera ao fumante altos gastos e intensifica o risco de dependência a médio prazo.
Paralelamente, embora o programa Estratégia Saúde da Família, do SUS, busque garantir a qualidade de vida da população e intervir em fatores que coloquem a saúde em risco, como o tabagismo, evidencia-se, de forma paradoxal, a imprudência e omissão estatais. Isso porque o uso legal de cigarros e outros tipos de fumo e a negligência em relação a projetos que visem a desestimular o uso desses e, consequentemente, reduzir a incidência do tabagismo na população brasileira, corroboram a permanência de tal prática. Por consequinte, tal prática gera aos cofres públicos, de acordo com o IBGE, mais de 20 bilhões por ano em gastos com a saúde, compromete o bem estar social – devido à passividade a que as pessoas estão expostas – e, além de tudo, de acordo com a OMS, ocasionam danos ambientais – a médio e longo praazo – devido ao processo de produção do tabaco e o seu descarte, já que possui diversos componentes prejudiciais.
Portanto, torna-se evidente a impresicindibilidade de medidas que amenizem o uso do tabaco e suas consequências. Por isso, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas educativas e elucidativas, por meio dos principais veículos de comunicação – como a televisão e a internet –, sobretudo destinadas ao público jovem, com o fito de fornecer informações sobre o tabaco e seus negativos efeitos para, dessa forma, desestimular o seu uso e, consequentemente, reduzir os problemas e consequências do tabagismo no Brasil.