Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/09/2021

Desde o início do século XX, propagandas que estimulavam o tabagismo fizeram crescer o número de fumantes no mundo inteiro. Contudo, após serem evidenciados os malefícios do cigarro, a legislação de vários países passou a criar mecanismos de combate ao tabaco, como por exemplo a Lei Antifumo do Brasil, que proíbe o uso de cigarro em ambientes públicos fechados. Entretanto, no contexto hodierno, ainda é evidente o número de fumantes no Brasil. Essa situação adversa está ligada ao incentivo em meios midíaticos e à negligência estatal no combate a esse grave problema de sáude pública. Dessa forma, fazem-se necessárias ações da sociedade civil e do Estado para combater essa problemática.

De fato, é notório, em filmes e séries, como por exemplo na série “Mad Men” ou o filme “Pulp Fiction”, o exacerbado consumo de cigarros pelos personagens. Isto posto, segundo o departamento federal de saúde dos Estados Unidos, os filmes com consumo de tabaco ajudam a recrutar 6 milhões de fumantes jovens por ano no país, dos quais 2 milhões terão morte por males relacionados ao fumo no futuro. Nesse sentido, é notória a associação entre o incentivo do fumo na mídia e o aumento do número de fumantes, que gera como consequências para esses a elevação do risco de doenças cardiorespiratórias, como infartos, e até mesmo cânceres de pulmão, traqueia e boca. Assim, são imprescíndiveis ações da mídia para rechaçar esse cenário desafiador.

Ademais, a falta de campanhas signficativas do Estado brasileiro que tenham como objetivo o combate ao fumo é um fator que contribui para que cerca de 10% da população acima de dezoito anos ser fumante no Brasil, segundo dados de uma pesquisa de 2019 do órgão Vigitel. Apesar de o Ministério da Saúde realizar campanhas contra o tabagismo, essas são escassas e pouco divulgadas na mídia, dificultando sua visualização pela população, o que faz com que haja um potencial aumento do número de usuários do cigarro no país. Dessa maneira, são importantes ações do Estado para contrapor esse problema.

Portanto, para combater o tabagismo no século XXI, compete à mídia a eliminação do uso de cigarro em suas produções cinematográficas e televisivas, visando com que não se gere novos fumantes por consequência delas. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde a criação de mais campanhas contra o tabaco, por meio de parcerias públicos-privadas com os principais canais midiáticos, em que as propagandas sejam amplamente divulgadas, ressaltando os malefícios do cigarro, com o fito de que haja uma redução do número de fumantes no Brasil. Destarte, a legislação brasileira contra o fumo poderá funcionar efetivamente e combater esse grande problema de saúde pública.