Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/08/2021

Dependência. Câncer. Morte. No Filme “Obrigado por fumar”, evidencia-se o impasse entre o Estado, a indústria e o cidadão no que tange os efeitos do consumo de tabaco a longo prazo. Fora da dramaturgia, ampliou-se no século XXI o debate acerca das consequências resultantes do vício à nicotina em todo o mundo. Destacam-se, no Brasil, a intensa superlotação dos hospitais públicos e o livre comércio de diversas enfermidades. Portanto, faz-se vital ratificar a responsabilidade industrial e retificar o hábito de fumar em detrimento da saúde e bem-estar.

De início, é imprescindível ressaltar que a Constituição Federal de 1988 garante que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, de jeito que o não cumprimento dessa norma fomenta diversos empecilhos em toda conjuntura social. Nesse sentido, a hodierna crise nacional de dependência do cigarro reflete a vulnerabilidade da atuação governamental em proteger e prevenir os indivíduos dos danos dessa prática. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em média 200 mil de mortes por ano são em decorrência da inalação ativa e passiva do tabaco no país, concerne, pois, ao governo o papel fornecer recursos a fim de minimizar tal realidade.

A posteriori, outro fator que delimita tal problemática é a comercialização de doenças pulmonares e cardiovasculares, a qual o viés do modelo capitalista é a obtenção do lucro. Nesse liame, o cidadão é cativado pela indústria tabagista e se torna refém desse sistema. No filme " Obrigado por fumar", confronta a liberdade de escolha dos indivíduos e a influência das campanhas publicitárias nessas ações, diante do efeito viciante e da glamourização que manipula o comportamento da massa. Conforme Vitor Hugo, o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens, tal que faz fluir algo prejudicando, ao mesmo tempo, outrem, situação que se comprova no largo faturamento econômico da elite e no aumento de doenças respiratórias irreversíveis.

Perante tudo isso, é fundamental propor medidas para mitigar os fatores que cooperam para o tabagismo no século XXI. Assim, urge que o Governo Federal, na figura do Ministério da Saúde, intervenha na criação de políticas públicas de assistência e tratamento, por meio de centros de apoio ao abandono do cigarro, de maneira que forneça profissionais no âmbito da Medicina e Psicologia, com o intuito de libertar os usuários dessa química, Além disso, é necessário que Legislativo atue com mais rigor para com a indústria do tabaco, de forma que haja mais burocracia na sua comercialização, de modo que diminua os locais de venda e exista um controle da quantidade de compra dessa droga pela população, a fim de conter seu uso em larga escala. Quiçá, será possível reverter a dependência, prevenir o câncer e evitar inúmeras mortes.