Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/08/2021
A aclamada série britânica “Peaky Blinders” retrata, dentro do contexto da expansão da Segunda Revolução Industrial a viciosa rotina de inalação do tabaco pela elite inglesa. Tal prática, hodiernamente, persiste como um problema no século XXI, o tabagismo traz sérias consequências. Tal cenário se deve a ineficiente educação crítica e a indústria cultural contemporânea.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ineficiente educação crítica como fator preponderante. De acordo com Paulo Freire, o sistema educacional brasileiro é majoritariamente bancário, ou seja, pouco encoraja o pensamento indagador. Dessa maneira, os ambientes estudantis não visam engajar a criticidade dos menores, aplicando apenas conteúdos relacionados à escola. Por conseguinte, o tabagismo entre os jovens entram em maior escala, visto que estes estão à deriva dos maléficios e orientações sobre o assunto.
Concomitantemente, a indústria cultural contemporânea pode ser apontada como responsável. Segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, a indústria de cultura é um mecanismo capitalista que visa a comercialização de um produto em larga escala. Dessa forma, há recorrentes propagandas financiadas pelo setor fumageiro que influência o ato de fumar e a vontade de consumir o produto mostrado. Em decorrência disso, a dependência à nicotina têm tomado uma proporção muito grande nas pessoas, causando problemas sérios como câncer de pulmão e problemas cardiovasculares.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Legislativo inserir na grade curricular das instituições de ensino a matéria de formação crítica, por meio da modificação na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a fim de construir, na geração juvenil, uma capacidade indagadora para desviar dos interesses mercadológicos da indústria cultural e de propagar o conhecimento acerca dos dispêndios do uso dessa substância.