Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/09/2021

O livro “Roucos e sufocados”, de João Peres, traz uma retórica que mistura as competências de pequenos agricultores aos interesses de megacorporações em busca de lucro cada vez maior no comércio do tabaco. É visto uma indústria que vai muito além de só produzir e vender cigarros, interesses em fazer com que essa venda seja rápida e prática, é também o foco. Todavia, no Brasil hodierno assiste-se a uma visibilidade que cigarros ganham, passando uma imagem normalizada, e entrando sútilmente nas famílias brasileiras. A falta de acesso a informações também é preocupante, em que o alerta máximo e ineficaz, se reume a imagens de advertências com pessoas que sofrem de doenças pelo fumo na capa da embalagem do cigarro.

Destarte, uma série original do Netflix “Control Z”, traz um contexto em que a prática de fumar entre os personagens é relevante, e que os torna mais sociáveis, trazendo uma imagem de normalização desse vício em pleno século XXI. Acontecimento este que muitas vezes não é percebido mas que segundo o escritor Lúcio Barreto, é muito influenciável, pois de certa forma o que as pessoas vêem diariamente, influenciam no seu modo de viver. Não foi por acaso que a marca de doces “Pam”, passou a ser proibida de vender seus chocolates em modelos de cigarros, pois segundo a Anvisa a fabricação de guloseimas nesse formato faz com que os consumidores associem o prazer do chocolate ao prazer do cigarro, e concomitante indo para o lado de pessoas induzidas novamente por um mercado.

Em consequência disso, o hospital Hcor, distribuí diversas informações sobre o risco de uma vida com tabagismo, pois mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão. À medida que esses dados são expostos, percebesse um setor econômico que mata mais da metade da própria freguesia, são usuários que enchem os pulmões com nicotina sem ao menos saber o que estão ingerindo para dentro de seu próprio corpo, dado que, o acesso mais rápido é de um maço de cigarro do que uma informação clara sobre seus malefícios.

Em virtude do que foi mencionado, é necessário uma intervenção do Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, levar um conhecimento sólido sobre as informações necessárias da prática do fumo, através de pequisas e dados nítidos nas embalagens contendo os malefícios do cigarro, e também por meio de palestras para que um conhecimento verdadeiro seja espalhado, tendo como objetivo um índice menor de viciados nessa droga lícita, contudo é de suma importância que esses projetos envolvam toda a população brasileira para estar ao lado da saúde, a fim de que uma sociedade mais humanitária venha a ser construída.