Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/08/2021
O tabagismo é uma doença crônica a qual teve seu apogeu no século XX, em parte pela “glamourização hollywoodiana” e normalização do cigarro. Mas, no final de tal século se iniciou o declínio do consumo, devido, sobretudo, às ações governamentais e aos estudos médicos que identificaram as mazelas da nicotina. No entanto, mesmo com esses esforços, na contemporaneidade, essa doença ainda acomete a sociedade brasileira, seja através de problemas sociais por indução ao uso, seja pelas consequências que afetam toda a população.
Nesse contexto, um dos principais empecilhos a ser abordado é a falta de controle em cenas que contenham fumantes nas mídias cinematográficas, o que influencia nocivamente o espectador. Isso se evidencia em uma pesquisa publicada pela revista científica Thorax, na qual se concluiu que os filmes com essas cenas induzem os adolescentes a fumar. Porém, não são apenas os jovens que estão expostos, todos os que assistirem são potenciais manipulados. Além disso, esse fumante pode, por exemplo, induzir novos usuários pelo convívio e assim sucessivamente, passando, então, a ser as influências diretas ou indiretas problemas sociais. Além de tudo, esses diferentes contextos que atraem novos fumantes tornam mais dificultosa a contenção do número de viciados.
Consequentemente, a persistência de fumantes ainda no século XXI, apesar dos estudos e comprovações dos malefícios do tabaco, é responsável pelo adoecimento e até mesmo o óbito dessas pessoas. De acordo com um relatório da ONU, a cada seis segundos um indivíduo morre por causas relacionadas ao tabagismo, ainda mais, há uma tendência de que os casos aumentem. Ademais, esse vício gera um grande gasto de aproximadamente 57 bilhões de reais, segundo o Instituto Nacional de Câncer, aos cofres públicos. É evidente que se trata de prejuízos sociais, econômicos e de saúde pública. Em suma, a manutenção e a a atração de novos tabagistas é prejudicial a toda a nação.
Logo, para diminuir o número de viciados em nicotina é necessária uma medida que diminuia os estímulos à experimentação da droga. Isto posto, cabe ao Estado interpor na exposição de cigarros na área cinematográfica, visto que ela é influente no consumo, por meio do controle de cenas que possam persuadir o público a fumar e, se necessário, taxar as produtoras. Além disso, campanhas que contenham os malefícios do fumo deverão ser inseridas nesse meio midiático. Objetiva-se, com isso, conter o aumento de novos fumantes e, por conseguinte, diminuir os gastos públicos. Afim de que não haja uma normalização, assim como no século anterior, do cigarro e para que não ocorra um retrocesso social e esse danoso vício não volte a ser “glamourizado”.